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Pólo da UFFS em Concórdia sem prazo de instalação; projeto depende de aprovação em Brasília

gioloConcórdia – Não existe prazo definido para que ocorra, efetivamente, a expansão dos campus da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) e a consequente instalação da instituição em Concórdia. A informação foi dada pelo reitor da UFFS, Jaime Giollo, em participação na sessão da Câmara de Vereadores, na quarta-feira, quatro, que completou a informação dizendo que “não poderia (nesta noite) resolver as angústias de Concórdia” e “dar uma data para que aconteça a implantação”.
Conforme explicação do reitor a instalação passa pelo processo de aprovar o projeto em Brasília (criar o campus, cargos de professores, servidores, entre outros); ter um espaço de atividades iniciais, que na maioria das vezes começariam em espaços alugados e, depois construir a sede definitiva.
Contam pontos favoráveis para Concórdia o fato do município ser o primeiro a ser atendido quando e se efetivada a expansão e o Plano Nacional de Educação que preconiza aumentar as vagas de ensino superior gratuito.

“Nós vamos continuar empenhados nesta expansão. O momento agora é de incerteza, onde os processos estão parados, mas eu tenho muita esperança nestes papeis”, afirmou ao apontar para o conjunto de documentos que pede a instalação da UFFS no município e que foi trazido para a administração municipal e também para o Legislativo.

Depois da explanação de Giollo que lembrou a história de luta e do envolvimento da comunidade na busca pelo pleito, os vereadores puderam fazer questionamentos para ele.
Sem aceitar novas promessas
Closmar Zagonel (PMDB) pediu para que o reitor respondesse com “clareza”, qual o prazo para a instalação do campus. “A população não vai aceitar mais uma renovação de promessa aqui. Está luta é antiga, desde 2010, quando eu também era vereador e o esforço da comunidade precisa ser reconhecido”, afirmou.
Giollo então respondeu que “nunca fez promessas sobre a instalação e que o processo depende de muitas variáveis para ser concluído, mas que “tem feito um trabalho carregado de esperança”
Condições necessárias
O presidente da Câmara de Vereadores de Concórdia, Artêmio Ortigara (PR), que há alguns meses participou de uma reunião com o reitor e o prefeito e o vice-prefeito em Chapecó, pediu para que Giollo, repetisse a informação repassada naquela ocasião a respeito da obrigatoriedade de um terreno estar disponível para a construção da sede da UFFS.
Giollo respondeu que “o município deveria ser parceiro para a instalação e que tem sido praxe que onde a universidade implantou um campus, aconteceu a doação do terreno. O que é importante é que se tenha um local e se consiga a área. O atual espaço de área de terra,  às margens da BR 153, foi escolhido porque é o corredor do Mercosul e está perto de municípios com interesse nos cursos de áreas de engenharia, que são os cursos previstos”.
Ortigara insistiu na resposta clara de Giollo, porque os representantes de Concórdia teriam tido outra resposta na audiência em Chapecó, de que não precisaria ter áreas disponíveis, mas o compromisso de ajudar a efetivar a implantação.
O reitor disse “não se lembrar de ter repassado a informação com aquelas palavras, porque a prática não seria isso. O prédio lá do Senai precisa ser usado, depois se vier a Universidade, arrumamos um espaço para isso”, acrescentou Giollo, ao dizer “não iria pedir para que o terreno ficasse disponível, porque está é uma decisão municipal”.
O presidente da Câmara destacou que “tem certeza absoluta” que o município irá oferecer todas as condições para a Universidade se instalar em Concórdia a partir do momento que receber a informação que vai ocorrer a instalação. “O senhor havia dito inicialmente que o terreno disponível não é uma condição necessária. O que o poder público não pode é ficar esperando por uma situação que não tem prazo para acontecer, seria até não ser eficiente na gestão do recurso público”, justificou.
Emendas de R$ 20 milhões nunca vieram
Anderson Guzzatto (PR) disse que a situação da UFFS foi usada com cunho político nas esferas municipal, estadual e federal. Ele citou duas notícias, sendo que em março de 2013, um informava que R$ 13 milhões haviam sido aprovados para implantar a universidade por meio da bancada federal dos deputados de SC. Em 2015, outra notícia apontava que o deputado federal Celso Maldaner (PMDB) estaria aprovando mais R$ 7 milhões para a construção dos prédios.A pergunta do vereador foi para saber se este total de R$ 20 milhões de emendas foram recebidas pela UFFS.
O reitor respondeu que a universidade nunca recebeu este valor, mas que “entre as emendas constarem no projeto de lei e ter efetivamente a liberação é um longo caminho”. Para ele, projetar emendas para os Ministérios é a forma de “forçar a liberação”, mas que basicamente a universidade não tem recebido emendas parlamentares para investimentos.
UFFS é conquista da sociedade
Evandro Pegoraro (PT) lembro que a universidade foi uma conquista da sociedade. Ressaltou os esforços da administração de João Girardi em oferecer a estrutura necessária para a UFFS se instalar em Concórida. “Uma universidade não cai do céu é preciso muita mobilização, muita luta para conseguir alcançá-la”, afirmou ao pedir para que o reitor da UFFS relatasse a importância da mobilização popular para a instalação da universidade, já que a universidade é uma indústria limpa e que gera desenvolvimento.
Giollo destacou que no início haviam projetos para Centros de Instituições Técnicas, depois veio o convencimento para os Institutos Federais, o que parecia ser uma boa proposta. Mas a região trabalhou como uma “avalanche” em busca do projeto universitário, depois que os gaúchos conquistaram a Unipampa, por meio da força política. “Foi uma centelha e o projeto da UFFS é todo mérito da sociedade”, afirmou.
Pegoraro também questionou sobre o terreno e as condições para receber a Universidade, já que Concórdia é o primeiro município da fila para receber o campus. O questionamento foi no sentido de se liberar o terreno para outro fim, o município corre algum risco de ficar sem a UFFS. “Não posso responder sobre isso. Me deixem foram dessa discussão e façam o debate no município e vejam o que é viável”, esquivou-se.
Ao encerrar a manifestação, Giollo disse que viria até de bicicleta de Chapecó para Concórdia para anunciar o campus, assim como faria para qualquer outra região.

“O que nós vamos fazer é continuar lutando, porque podemos operar em três estados com uma base social e cultural extremamente diversificada. Nossos 42 cursos ainda não atendem metade do nosso público e nós queremos oferecer mais, porque o modelo de maior sucesso de implantação das universidades é o da UFFS”, afirmou ao pedir apoio. “ A universidade precisa da força original, da política e da sociedade para conseguir pressionar a liberação no Ministério da Educação”.

(ASCOM/Câmara de Vereadores de Concórdia)

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