Arabutã – Oitenta e um anos, 5 meses e 10 dias. Essa é a condenação total imposta a Genoir Dannenhauer, acusado de arquitetar a morte do próprio pai em Linha Guaraipo, interior de Arabutã, crime onde Lisete e a filha Stéfani Lohmann acabaram assassinadas em março de 2016. A sentença foi proferida por volta dos 30 minutos desta quinta-feira no Fórum de Ipumirim.
O julgamento de Genoir é um dos mais esperados dos últimos anos na região, uma vez que o crime gerou uma grande comoção na época. A soma da pena ficou dividida da seguinte forma: 24 anos pela morte de Lisete, 28 anos pela morte de Stéfani, 24 anos pela tentativa de homicídio contra Valdir Dannenhauer, todas qualificadas. Além disso, somou-se ao total mais 1 anos e 4 meses por corrupção de menores e 4 anos por porte ilegal de arma de fogo.
A defesa, que deve protocolar recurso junto ao Tribunal de Justiça já nas próximas horas, defende que Genoir não poderia ser condenado pela morte de mãe e filha, já que não estaria no local. No entanto, ele confessou ter contratado matadores de aluguel para dar fim à vida do pai dele, Valdir, que foi atingido e sobreviveu. O Ministério Público defende que os três foram co-autores e que Genoir, de fato, estaria no local do crime.
Sentença histórica: em júri popular, Genoir Dannenhauer é condenado a 81 anos de cadeia por homicídio em Linha Guaraipo
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