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Preocupante: Somente em 2018 foram registrados mais de 1,4 mil casos de violência doméstica na Delegacia da Mulher de Concórdia

Concórdia – No próximo domingo, 25 de novembro, será o Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher. A data é uma homenagem a três irmãs, da República Dominicana, que foram assassinadas em 1960, a mando do ditador Rafael Leônidas Trujillo, porque combatiam fortemente a ditadura.
A situação que envolve a violência doméstica ainda é muito preocupante, diante dos inúmeros casos que são registrados diariamente. Um levamento apresentado, durante entrevista para o jornalismo da Atual FM, pela Delegada Ediana Person, que responde pela  Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso de Concórdia, mostra a triste realidade. 
Somente nos 11 meses de 2018 foram registrados na Delegacia da Mulher mais de 1.400 casos de violência doméstica. Destes registros foram instaurados 235 inquéritos policiais e encaminhados ao juízo 256 pedidos de medida protetiva, sendo que nesta semana um homem foi preso por descumprir essa determinação em Concórdia.
Porém, a delegada enfatiza que esses registro são apenas os realizados durante o horário comercial, no qual atende a Delegacia da Mulher, uma vez que durante a noite e nos finais de semana os registros são feitos na Central de Polícia. Sendo assim, os números envolvendo a violência contra a mulher em Concórdia são ainda maiores. 
Para tentar minimizar essa realidade preocupante está sendo desenvolvido em Concórdia o Projeto Polícia Civil Por Elas. Ele consiste em reuniões que são realizadas todas as quinta-feiras, às 19h, envolvendo mulheres vítima de violência. Nesses encontros coordenados por uma psicóloga policial são debatidos temas que auxiliam as vítimas a enfrentar o medo, bem como fazer a denúncia. 
O Conselho Municipal da Mulher em Concórdia também desenvolve um papel fundamental no combate a violência. Além das campanhas que são desenvolvidas durante o ano, várias ações e palestras também buscam levar conhecimento sobre os direitos das mulheres, bem como o apoio as vítimas. 
Ediana lembra que em Concórdia, existe a DPCAMI para receber essas mulheres vítimas de violência, e também o CRAS e CREAS (3442-9523), para dar orientação, além do DISK Denúncia, que é o 180”.
O Brasil é o quinto país que mais mata mulheres no mundo. São 4,8 homicídios para cada 100 mil brasileiras. O Mapa da Violência de 2015 aponta que, entre 1980 e 2013, 106.093 pessoas morreram por sua condição de ser mulher. Do total de feminicídios registrados em 2013, 33,2% dos homicidas eram parceiros ou ex-parceiros das vítimas. 
 
 

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