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PIRÂMIDE: PF prende membros da Unick Forex e investidores de Concórdia e região podem ter dinheiro investido comprometido

Brasil – A Polícia Federal deflagrou a Operação Lamanai, que tem como alvo a empresa Unick Forex. Com sede em São Leopoldo, ela é acusada de montar um esquema de pirâmide financeira e atuar no ramo de criptmoedas. A empresa dizia ter mais de um milhão de clientes, atraídos pela promessa de dobrar o capital em seis meses e ainda ganhar comissão com a indicação de outros investidores.
Depois da Indeal, que teve centenas de pessoas lesadas em Concórdia, dessa vez, chegou a vez da Unick – que também suspendeu os pagamentos para investidores da região do Alto Uruguai Catarinense. Pelas informações apuradas pelo jornalismo da Atual FM, os investidores de Concórdia canalizaram dinheiro alto com valores superiores a R$ 100 mil na empresa que foi desarticulada pela Polícia Federal.
Segundo informações da Polícia Federal do Rio Grande do Sul, a investigação tem o apoio da Receita Federal e identificou captações que chegaram a 40 milhões de reais por dia pela suposta organização criminosa, que parou de pagar os investidores em agosto deste ano. A empresa chegou a contratar no início de outubro um escritório de advocacia para negociar acordos para pagamentos aos clientes, o Nelson Wilians & Advogados Associados.
O ex-Trapalhões Dedé Santana e a ex-Balão Mágico Simoni foram usados como garotos-propaganda da Unick. 
A operação envolveu 200 agentes que cumpriram 10 mandados de prisão e 65 ordens de busca e apreensão em Porto Alegre, Canoas, São Leopoldo, Caxias do Sul, Curitiba, Bragança Paulista, Palmas e Brasília.
A informação apurada é de que 10 pessoas foram presas. A PF investigava desde janeiro a empresa, que prometia ganhos de 100% em seis meses para os investidores, e que segundo o inquérito atuava como pirâmide financeira.
Segundo a PF, a captação de recursos estava estruturada em formato conhecido como de “pirâmide financeira”, em que os novos investidores subsidiam os pagamentos de remuneração daqueles que já aplicaram recursos há mais tempo. (Portal Exame/Atual FM)
Entrevista do Superintendente da PF à Rádio Gaúcha de Porto Alegre (áudio abaixo)

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