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Dono da La Mia culpa controladora de voo pelo desastre com a equipe da Chapecoense

Ricardo Albacete culpou a controladora de voo Yaneth Molina, do aeroporto de Rionegro, na Colômbia, pela queda do avião que levava a delegação da Chapecoense para final da Copa Sul-Americana em novembro de 2016, que deixou 71 mortos. O empresário venezuelano é dono da companhia aérea LaMia, que decretou falência em 2017.

A declaração aconteceu durante uma sessão da CPI que que acompanha a situação das vítimas e familiares do acidente, em Brasília.
– Infelizmente a tripulação não insistiu com o controle aéreo e não declarou emergência de antemão. Seguiu fazendo minutos de espera. O outro avião também tinha pedido prioridade, mas não era emergência. O piloto da LaMia sabia a altura da aeronave, mas não sabia onde estava em relação à pista. O que ele fez? Procurou a pista, mas não tinha mais potência. A senhora Molina os matou – disse Albacete.

Ricardo Albacete reconheceu que a aeronave voava com pouco combustível, como já ficou comprovado pela perícia, mas de acordo com ele o avião tinha autonomia para chegar ao destino final.

– Havia pouco combustível. Infelizmente, eles não seguiam as regras aí. Os tripulantes foram intrépidos, audazes. Nesse dia, infelizmente, eu os considero como idiotas. Mas esse avião, quando estava a 16 mil pés de altitude poderia chegar, passar por cima da pista e dar uma volta de reconhecimento de voo. Infelizmente, a senhora Yaneth Molina os mandou para as montanhas.

Para Albacete, a LaMia não descumpriu nenhuma cláusula do contrato de seguro que pudesse vetar o desembarque na Colômbia e afirmou que as autoridades aeronáuticas da Colômbia, Venezuela, Brasil, Bolívia, Paraguai e Argentina autorizaram que a companhia aérea realizasse voos sobre a região.

– Você não pode fazer o contrato de um voo charter em nenhum país da América Latina sem que a autoridade aeronáutica aprove e revise o contrato. Naquele momento, a aeronáutica do Brasil revisou o contrato da Chapecoense? Acredito que não. A Anac [Agência Nacional de Aviação Civil] não avisou que a Chapecoense não poderia ir à Colômbia. Ninguém se deu conta disso. Todos participaram do erro.

No mês passado, o Ministério Público Federal ajuizou uma ação com pedido de indenização para os familiares das vítimas. O valor pedido pelo órgão é de US$ 300 milhões. O seguro da aeronave era de US$ 25 milhões (cerca de R$ 104 milhões), na época do acidente, mas os advogados das famílias contestam. Eles dizem que, até 2015, a apólice era de US$ 300 milhões (R$ 1,24 bilhão) e, a partir de 2016, mesmo com o risco ampliado por passar a transportar atletas de clubes de futebol, a apólice caiu de valor.

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