Concórdia – Com o objetivo de fazer uma leitura do atual cenário e números relativos à pandemia do coronavírus, bem como analisar novos encaminhamentos, a Administração Municipal realizou três reuniões nesta manhã de segunda-feira, 4.
Ouvindo todos os profissionais ligados a saúde e Comissão de Enfrentamento da Covid-19, ficou claro e consensual que Concórdia ainda não atingiu o pico da epidemia, apesar do número de confirmados dar uma equilibrada no fim de semana, o que pode ser reflexo da não realização de testes rápidos em laboratórios particulares.
Dessa forma, foi unânime de que será preciso aguardar o comportamento das estatísticas dos próximos três dias, para então avaliar se há a necessidade de maiores restrições e como essas novas medidas podem ocorrer.
“A evolução dos números vem sendo acompanhada pela nossa equipe desde o dia 15 do último mês e é percebível a ascendência da curva. Porém, os números se comportaram estranhamente nos dias 2 e 3 de maio, o que gera muitas dúvidas de quando atingiremos o pico da epidemia, que não tem comparativos, por se tratar de uma situação inédita e diferenciada. Precisamos aguardar, pelo menos, até quarta ou quinta-feira, para acompanhar essa evolução”, comenta o prefeito Rogério Pacheco.
Como há uma preocupação quanto ao número de pessoas monitoradas (aquelas que estão em isolamento domiciliar, apresentam algum sintoma de Covid-19, ou que tenham tido contato com confirmados, mesmo que estejam assintomáticos), que hoje são quase duas mil, a Secretaria Municipal de Saúde fez um levantamento daquelas que estão com sintomas e que estariam dentro do período apto. Nestes casos, serão aplicados os testes rápidos em domicílio.
“Estabelecemos um cronograma e a partir desta segunda-feira, iniciaremos a aplicação dos testes nestes monitorados, o que pode refletir na evolução do número de confirmados. Mas precisamos saber como se comporta este cenário”, explica o secretário de Saúde, Geovani Bedin.
Ainda nesta tarde, o prefeito Rogério Pacheco estará reunido em seu gabinete, com o presidente da Associação dos Municípios do Alto Uruguai Catarinense – Amauc, Emerson Reichert, e a presidente da CIS-AMAUC, Neusa Maraschini, para tratar o cenário no âmbito regional.
O objetivo é avaliar medidas e encaminhamentos iguais para todos os municípios da região, já que a demanda hospitalar recai sobre o Hospital São Francisco de Concórdia.
Informações ASCOM/Prefeitura de Concórdia
