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1ª Dama que vai ao velório, em carro oficial, é condenada com o marido por improbidade

Quilombo – Aconteceu no Oeste de Santa Catarina em 2009. Um familiar do prefeito faleceu e a primeira-dama de Quilombo e sua tia foram ao velório. O problema é que elas usaram o motorista, o combustível e o carro da Secretaria de Saúde do Município para fins privados – o que é proibido.
O trajeto total percorrido foi de aproximadamente mil quilômetros.
As versões da então primeira-dama e da tia se modificaram ao longo do tempo. Primeiro, elas negaram que alguém na família tivesse morrido e, por consequência, que tivessem ido a um velório na cidade distante. Depois, disseram que sim, houve uma morte na família, houve o velório e, sim, participaram da cerimônia. Porém, segundo elas, o objetivo da viagem não era ir ao velório, tanto que souberam da morte no meio do caminho.
Objetivo da viagem, alegaram, era realizar um tratamento médico.
Para provar, apresentaram atestados que, segundo os autos, se revelaram falsos. Verdadeiro mesmo, ainda conforme o processo, foi o depoimento do motorista. Ele afirmou que o destino final, desde o começo, era o velório.
O Ministério Público denunciou o prefeito, o secretário de saúde e uma assessora da secretaria por improbidade administrativa, assim como a primeira-dama e a tia dela porque, embora, não ocupassem cargos públicos, se beneficiaram de ato improbo.  Além disso, com o escopo de ludibriar a justiça, ¿falsificaram documentos para mascarar o real intento da viagem¿.
O juiz acolheu a denúncia e condenou os réus à suspensão dos direitos políticos por cinco anos e ao ressarcimento de R$ 328,98 ao erário, relativos ao combustível do veículo, e multa equivalente a duas vezes esse valor. Houve recurso.

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