
Alto Bela Vista – As obras de construção da ponte que vai ligar o perímetro urbano de Alto Bela Vista às comunidades de Volta Grande, São Francisco e Bandeirantes, já estão chegando à segunda fase.
A empresa responsável pela execução do projeto já concretou as duas cabeceiras, vigas e longarinas da ponte. A próxima fase será a de função na água.
Um dos representantes da empresa e que acompanha o trabalho em Alto Bela Vista, Darci Lermen, diz que as obras estão dentro do cronograma e adianta que nos próximos dias a travessia da balsa sobre o Rio do Peixe terá interrupções. “As obras estão avançando e seguem o cronograma. A próxima fase é a de fundação dentro da água. Balsas serão transportadas de São Paulo até aqui para a execução desse trabalho. São plataformas náuticas”, explica ele.

“Vamos precisar da compreensão e colaboração da população que utiliza a balsa atualmente, para atravessar o Rio, pois teremos que interromper a travessia em alguns momentos”, solicita Lermen. “É um trabalho complexo, pois precisamos alcançar um patamar de sustentação das vigas, que têm 38 metros e pesam cerca de 90 toneladas cada”, registra.
A ponte, que vai substituir uma que existiu e foi levada por uma enchente em 1983, terá 307 metros de extensão e o valor investido na obra será de R$ 12,8 milhões. Os recursos utilizados são do Governo Federal, que já assegurou 8,5 milhões através do Ministério do Turismo, e do município, que pagará o restante.
Além de proporcionar a travessia de veículos entre Alto Bela Vista, Volta Grande, São Francisco e Bandeirantes, a ponte também vai facilitar o acesso ao município gaúcho de Marcelino Ramos. As obras foram iniciadas em março de 2022 e a empresa tem até março de 2023 para entregar a obra.
Entrada proibida
Darci Lermen relata que muitas pessoas têm visitado o local onde se concentra a construção. Ele alerta que a entrada ao canteiro de obras não está permitida.
“Temos placas de sinalização e a área está cercada. É uma área de risco, com vários obstáculos e não é permitida a entrada de pessoas. Não é que não queremos mostrar a obra, é uma forma de prevenir acidentes. Para a segurança das pessoas, pedimos que ninguém acesse o canteiro de obras sem autorização”, reforça. (Por Jornal A Comunidade)
