Concórdia – A Justiça da Comarca de Joaçaba deve julgar ainda no primeiro semestre deste ano um processo que ganhou repercussão regional por envolver diversos investigados, entre eles um advogado natural de Concórdia, mas residente em Joaçaba, que segue preso preventivamente.
A esposa dele também foi detida, mas atualmente cumpre prisão domiciliar.
O caso é resultado de uma operação coordenada pela Polícia Civil e pelo GAECO, que apura a atuação de um esquema criminoso envolvendo lavagem de dinheiro, organização criminosa e facilitação de comunicação entre presos.
As investigações indicam que advogados estariam repassando mensagens entre membros do crime organizado dentro e fora dos presídios — prática conhecida como “sintonia”, usada por facções para manter o controle e a articulação de ações mesmo com seus principais líderes encarcerados.
Segundo os autos, o casal seria responsável por intermediar recados de presos para comparsas em liberdade ou entre lideranças da organização em diferentes unidades prisionais. Com o encerramento da fase de instrução, o processo está em vias de receber as alegações finais das partes e, em seguida, será remetido ao juiz responsável, que deverá proferir sentença nos próximos meses.
O caso é um dos de maior repercussão na área criminal em tramitação, já que um grupo grande estaria envolvido, incluindo profissionais do direito que tinha acesso liberado para atender os clientes dentro de unidades prisionais.
