
A universalização do saneamento básico é um dos grandes desafios de Santa Catarina. Apesar do estado apresentar índices expressivos no fornecimento de água tratada, os números relacionados à coleta e ao tratamento de esgoto ainda estão muito distantes das metas estabelecidas pelo Marco Legal do Saneamento (Lei 14.026/2020), que prevê até 2033 o atendimento de 99% da população com água potável e 90% com coleta e tratamento de esgoto.
Água tratada: cobertura próxima da universalização

De acordo com dados do Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE/SC), cerca de 89,59% da população catarinense já tem acesso à água potável por meio da rede de abastecimento. Esse índice é considerado positivo quando comparado à média nacional, mas ainda deixa aproximadamente 10% da população fora do sistema de distribuição regular.
Coleta e tratamento de esgoto: o calcanhar de Aquiles

Se no abastecimento de água os avanços são significativos, a realidade do esgotamento sanitário é diferente. Apenas 33,97% da população do estado tem acesso a rede coletora de esgoto, segundo o mesmo painel do TCE/SC. Quando se analisa o volume efetivamente tratado, o número sobe levemente para 34,8%, de acordo com estudo da IFAT Brasil com base no Censo 2022 do IBGE. Isso significa que a maior parte dos resíduos ainda é despejada em fossas rudimentares ou diretamente em cursos d’água, com impactos diretos na saúde pública e no meio ambiente.
Impactos sociais, ambientais e econômicos
A falta de coleta e tratamento adequado de esgoto compromete não apenas a qualidade dos rios e mares catarinenses, mas também a economia. O turismo, por exemplo, depende diretamente de praias limpas e balneabilidade adequada. A saúde pública também é afetada, com maior incidência de doenças de veiculação hídrica em áreas sem saneamento.
Desafio para o futuro
Assim, a corrida contra o tempo até 2033 exige que o estado acelere investimentos, além disso, busque novas parcerias e adote tecnologias que permitam universalizar o acesso a serviços básicos. Portanto, o saneamento é condição essencial para garantir saúde, qualidade de vida, preservação ambiental e desenvolvimento econômico sustentável para todos os catarinenses.
DADOS
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Abastecimento de água: 89,59% da população de SC (TCE/SC, 2023).
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Cobertura de rede coletora de esgoto: 33,97% (TCE/SC, 2023).
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Esgoto tratado: 34,8% (IFAT Brasil, com base no Censo 2022 do IBGE).
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População atendida com soluções “adequadas” (incluindo fossas sépticas): ~89,2% nos municípios atendidos pela CASAN (dados CASAN, 2024).
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Meta nacional: 99% com água potável e 90% com esgoto até 2033 (Lei Federal nº 14.026/2020).
FONTES
IMAGENS
- 1 – ETA de Penha – Divulgação
- 2 – Canva – Divulgação
- 3 – Águas de Teresina
- 4 – BCNotícias
