Concórdia – O município de Concórdia foi severamente atingido pelas fortes chuvas registradas na noite desta quarta-feira, dia 31 de dezembro, que provocaram enxurradas, alagamentos e diversos transtornos, especialmente na área central da cidade. Os danos causados foram significativos, atingindo estabelecimentos comerciais e residências.
Fábio Ferri destacou ainda que o volume de chuva foi atípico, causando deslizamentos de terra em áreas onde historicamente não havia registros desse tipo de ocorrência. Segundo ele, em muitos pontos da cidade, as tubulações existentes não conseguiram dar vazão à grande quantidade de água, o que reforça a necessidade de revisão e ampliação do sistema de drenagem urbana para reduzir riscos de novos deslizamentos no futuro.
No interior do município, os prejuízos também são expressivos. Conforme o vice-prefeito, o secretário de Obras, João Reitel, já está definindo as estratégias para a recuperação das estradas, com prioridade para a malha viária, fundamental para o escoamento da produção agrícola e o acesso às propriedades rurais. Ele ressaltou que os danos atingem aproximadamente 3.500 quilômetros de estradas e pediu a compreensão da população diante da complexidade dos trabalhos.
Um dos pontos que mais preocupa a administração municipal é a situação do antigo Colégio CNEC, atual CMEI Dr. Júlio, que foi atingido por água e lama durante o alagamento.
Fábio Ferri informou que realizou uma vistoria no local na manhã da quinta-feira, dia 1º, acompanhado da secretária de Educação, Cássia Roncaglio. “Uma parte da estrutura foi comprometida, especialmente o refeitório e algumas salas. Um mutirão de limpeza será realizado, seguido de uma vistoria técnica e desinfecção do espaço, para avaliar a possibilidade de retomada das atividades na próxima segunda-feira”, explicou.
Segundo o vice-prefeito, a prioridade do município é garantir um ambiente totalmente seguro para as crianças, evitando qualquer risco de contaminação. Ele acrescentou que, a partir desta sexta-feira, dia 2, os trabalhos serão intensificados tanto no interior quanto nos bairros urbanos, como o Arvoredo, onde residências também foram invadidas pela água.




