A Polícia Civil de Santa Catarina prendeu preventivamente, na tarde desta terça-feira (3), um médico que atuava na rede pública de saúde de Catanduvas. A investigação aponta que o profissional utilizava o cargo e a vulnerabilidade das pacientes para praticar atos libidinosos durante os atendimentos. Até o momento, os agentes identificaram dez vítimas, todas jovens com idades entre 17 e 20 anos.

O inquérito policial revela que os abusos ocorreram de forma contínua entre o final de 2024 e o decorrer de 2025. Nesse sentido, o Ministério Público interpôs um recurso para garantir a prisão do suspeito, alegando que medidas cautelares anteriores eram insuficientes para proteger a sociedade. Dessa forma, a 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina decidiu, por unanimidade, reformar a decisão anterior e determinar a detenção imediata do profissional.

A Polícia Civil realizou um minucioso trabalho de campo, reunindo depoimentos e laudos técnicos que fundamentaram a autoria dos crimes. Além disso, a corporação emitiu uma nota reforçando que manterá os detalhes dos atos criminosos sob sigilo absoluto para resguardar a intimidade das jovens envolvidas.

Os policiais localizaram e abordaram o médico no momento em que ele saía de sua residência em um veículo. Logo em seguida, a equipe conduziu o investigado para a Delegacia de Polícia de Catanduvas para a formalização do registro oficial. O preso seguiu para o sistema prisional catarinense, onde aguardará o desenrolar do processo judicial.

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