Estado – O reajuste médio na conta de luz dos consumidores da Celesc, concessionária de energia de Santa Catarina, está estimado em 11,77% pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Esse valor ainda não é definitivo porque segue em análise, mas a entrada em vigor será em 22 de agosto e o valor exato é divulgado dias antes. Ele inclui a revisão tarifária, que é feita a cada cinco anos.
A alta média para consumidores de alta tensão (empresas) será de 16,9% e para os de baixa tensão (residências e pequenos negócios), será de 9,32%. A variação média prevista é inferior a do ano passado para a companhia, que ficou em 13,53%.
A prévia da nova tarifa foi uma das informações destacadas em encontro com a imprensa nesta segunda-feira pelo presidente da Celesc, Edson Moritz, pela diretora de Gestão de Energia e Regulação da companhia, Pilar Sabino da Silva e o diretor de Operações e Serviços, Elói Hoffelder.
À frente da Celesc há dois meses, o novo presidente, Edson Moritz, fez questão de enfatizar que de cada R$ 100 que o catarinense paga na tarifa, apenas R$ 17 são de custos sob gestão da Celesc. Os demais valores incluem a energia comprada (29%), tributos (22%), transmissão (10%) e encargos setoriais (22%).
Entre os custos mais observados e criticados nas tarifas de energia do Brasil está o de encargos setoriais. Ele inclui as políticas públicas que são a tarifa social de energia elétrica; incentivos a determinadas fontes de geração (geração distribuída), subsídios e programas setoriais definidos pelo país.
Edson Moritz observa que, hoje, o percentual de 22% de encargos setoriais supera inclusive o valor das atividades da distribuidora Celesc, que é de 17%. (Por NSC)
