Brasil – Indiciado pela Polícia Federal por estelionato, organização criminosa e falsidade ideológica nos autos da Operação Trapaça, o empresário Abilio Diniz nega ter cometido irregularidades na BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão. Outros 42 investigados, incluindo o ex-diretor-presidente global da companhia Pedro de Faria, também foram indiciados.
“No relatório apresentado pela Polícia Federal, não existem elementos que demonstrem irregularidades cometidas por Abilio Diniz. É importante ressaltar que o indiciamento não indica culpa, mas apenas que a autoridade policial considera haver indícios de atos ilícitos, o que será apreciado ainda pelo Ministério Público”, informa a Península Participações, empresa criada por Abilio.
Para a PF, Abilio, Faria e outros executivos da BRF sabiam de fraudes nos exames para detecção da bactéria salmonella. “Há, de fato, a participação do corpo diretivo da empresa na trama investigada, o qual tinha ciência de seu modus operandi, e que, não somente se omitiu em relação a fazer cessá-lo, mas, também, participou comissivamente dos atos de ocultação das fraudes, norteando sua execução”, aponta o delegado Mauricio Moscardi.
Abilio Diniz nega ter cometido irregularidades na BRF, após indiciamento da Polícia Federal
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