Dionísio Cerqueira – A 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça manteve sentença de pronúncia que encaminhou para deliberação de júri popular homem acusado de tentar assassinar sua esposa com golpes de martelo após sua negativa em manter relações sexuais.
O crime ocorreu por volta das 23h20min do dia 15 de dezembro de 2016, no interior da residência do casal, na zona rural do município de Dionísio Cerqueira, extremo oeste do Estado e divisa com a Argentina. Ela estava na cozinha da casa quando foi atacada pelas costas. Recebeu golpes na cabeça, no rosto, nas costas, nos braços e nas mãos, até desmaiar.
O acusado, sempre conforme a denúncia do Ministério Público, achou que a mulher havia morrido e empreendeu fuga. Capturado, desde então aguarda pela tramitação do processo preso preventivamente.
A defesa, através de recurso em sentido estrito, além de diversas questões preliminares, alegou no mérito a ausência de prova suficiente para a admissão da acusação. Pediu também que o réu, pelo menos, possa recorrer da decisão em liberdade. O desembargador Antônio Zoldan da Veiga, contudo, não viu motivos para promover qualquer alteração na decisão do juízo de origem.
No 1º Grau, o homem, de cidadania argentina, foi enquadrado em homicídio qualificado pelo motivo fútil, por recurso que dificultou a defesa da vítima, pelo meio cruel e em razão de ter sido praticado contra a mulher, em contexto de violência doméstica, de forma tentada. “A materialidade e autoria estão suficientemente comprovadas”, anotou o relator em sua ementa.
O desembargador entende que a existência nos autos de duas versões para os fatos indicam a necessidade de remessa da questão ao Tribunal do Júri. Ele rechaçou prontamente o pleito de absolvição sumária do acusado em razão de legitima defesa e de inexigibilidade de conduta diversa, argumentos apresentados pela defesa do réu.
Zoldan da Veiga também entendeu melhor manter o réu segregado, no aguardo do julgamento. Lembrou que sua prisão tem por objetivo evitar o risco de fuga do distrito da culpa, já registrada em ocasião anterior, reforçada ainda por sua cidadania argentina e a proximidade da região de fronteira. A decisão foi unânime e o processo corre em segredo de justiça.
Acusado de martelar cabeça da mulher ao ter sexo negado seguirá preso até júri popular
Participe da comunidade no Whatsapp da Atual FM e receba as principais notícias do Oeste Catarinense na palma da sua mão.
*Ao entrar você está ciente e de acordo com todos os termos de uso e privacidade do WhatsApp
