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Advogado não deve participar do júri; MPSC diz que sessão está confirmada

Seara – O advogado Wilson de Souza, que defende os irmãos Luiz e Jonas Culimann, não pretende comparecer na sessão do tribunal popular do júri nesta terça-feira, dia 23, no Fórum da Comarca de Seara. Ele está encaminhando ao judiciário uma petição ponderando questões que podem comprometer a imparcialidade do julgamento do crime que foi registrado em 2007.
Os irmãos já foram julgados, porém houve a anulação do júri em que os dois foram absolvidos. O Tribunal de Justiça do Estado decidiu em refazer o julgamento que foi marcado para ocorrer nesta terça-feira, dia 23.
De Souza cobra do judiciário um julgamento com base em informações que estão presentes nos autos do processo quer ocorram em 2007. Ele reitera que é preciso se limitar aos fatos que estavam no processo na época dos fatos. Desde a anulação do julgamento muitos documentos foram anexados ao processo, inclusive do último desentendimento dos irmãos Culimann. Eles se envolveram em uma briga e foram presos pela polícia em Seara.
Diante dos fatos, o advogado acredita que não haverá um julgamento imparcial e, por isso, não pretende participar da sessão do tribunal popular do júri. O pedido para suspensão do julgamento será protocolado no período da tarde desta segunda-feira, dia 22. Caso o julgamento seja mantido o advogado não deverá participar. Em situações como essas o julgamento poderá ser suspenso e um outro profissional poderá ser nomeado para assumir a defesa.
Júri está confirmado, diz MPSC
Em contato com o promotor Michel Stechinski da Comarca de Seara, ele confirmou que o júri está marcado e todos os jurados convocados. O julgamento irá ocorrer a partir das 9h. O promotor voltou a lamentar as manobras da defesa, mas reiterou que também tomou medidas visando garantir que o julgamento ocorra de forma tranquila e imparcial. Stechinski garante que o Ministério Público está dentro cumprindo com o seu papel perante a sociedade. Lembra ainda que algumas testemunhas foram dispensadas do processo e documentos também retirados para evitar qualquer nova contestação.
Denúncia
“No dia 18 de novembro de 2007, por volta das 11h30min, Luiz Culimann e Jonas Culimann, unindo esforços para a consecução de um fim comum, qual seja, ceifar a vida de Ademir Sartori, perseguiram-no até o interior da residência de Júlio Antônio Canal, situada na rua Ipira, bairro Bela Vista, 11, nesta cidade e comarca, onde, ambos munidos de arma de fogo, efetuaram disparos contra a vida, causando-lhe os ferimentos descritos no Auto de Exame Cadavérico de fl. 79 do Inquérito Policial, que foram a causa eficiente de sua morte.
De registrar que a perseguição de Ademir Sartori iniciou quando ele não tinha razões próximas ou remotas para esperar ser agredido, sendo ele alvejado quando buscava refúgio no interior de casa alheia e estava encurralado no interior de uma pequena despensa, sem qualquer saída, o que tornou impossível qualquer gesto de defesa.”

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