Ao vivo Rádio Atual FM
14.2 C
Concórdia

Após 8 anos, famílias vítimas de deslizamento terão audiência com a Câmara para discutir indenizações

Concórdia – A Comissão de Defesa Civil e Desastres da Câmara de Vereadores de Concórdia realiza nesta sexta-feira, 16 de maio, às 15h, uma reunião no plenário da Casa Legislativa para discutir a situação da Rua Horácio Sandi, local atingido por um grave deslizamento de terra em 2016.

O encontro será aberto ao público e terá transmissão ao vivo pelos canais oficiais da Câmara. A área permanece sem uma solução definitiva, mesmo após quase oito anos da tragédia. Atualmente, várias famílias seguem em moradias provisórias, com o Município arcando com o custo do aluguel social.

O presidente da Comissão, vereador Marcos Berta, reforça que o objetivo é reunir forças e cobrar encaminhamentos concretos. “Vamos ouvir os moradores, o Executivo, a Defesa Civil e demais autoridades. É inadmissível que, passados tantos anos, a situação continue praticamente a mesma. Precisamos buscar soluções e colaborar para que o problema finalmente seja resolvido”, afirmou o vereador.

A expectativa é que o encontro reúna representantes da comunidade afetada, autoridades municipais e outros órgãos envolvidos. A iniciativa busca esclarecer o que já foi feito até agora e discutir novos caminhos para garantir uma resposta definitiva às famílias da Rua Horácio Sandi.

DENÚNCIA DO MPSC

A tragédia ocorreu em maio de 2017, quando uma grande área de terra se desprendeu do barranco atingindo imóveis na Rua Horácio Sandi e Victor Sopelsa.

O local foi interditado pela Defesa Civil e, desde então, os moradores estão aguardando as indenizações por parte da família responsável pelo aterro e proprietária da área e da Prefeitura de Concórdia.

Os atingidos participam de uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público que, por sua vez, discute a reparação de danos ambientais, urbanístico, entre outros. Porém, para discutirem seus interesses particulares, e, na esperança de acelerar a reparação das suas perdas, ajuizaram as ações individuais na Justiça da Comarca. O valor total das indenizações à época chegava a R$ 7,7 milhões.

A maioria das famílias atingidas está recebendo um valor mensal para o custeio do aluguel, porém o montante já não cobre todo o custo de algumas famílias que estão precisando desembolsar mais dinheiro.

Participe da comunidade no Whatsapp da Atual FM e receba as principais notícias do Oeste Catarinense na palma da sua mão.

*Ao entrar você está ciente e de acordo com todos os termos de uso e privacidade do WhatsApp

Notícias Relacionadas

Em Alta