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Aurora Alimentos inicia férias coletivas na unidade em Guatambu e retoma abate em Abelardo Luz

Chapecó – A Aurora Alimentos iniciou nessa semana as férias coletivas para 1.283 funcionários da unidade de Guatambu e retomou o abate na unidade de Abelardo Luz, onde 1.391 trabalhadores voltaram depois de 30 dias. Em Guatambu, onde são abatidos 120 mil aves por dia, o retorno está previsto para o dia 3 de agosto. Em Abelardo Luz o abate é de 140 mil aves por dia.

As férias coletivas foram tomadas pelas empresas inicialmente para superar um período de dificuldade, em que o custo de produção estava alto e havia excesso de carne no mercado devido ao embargo europeu. Posteriormente ela foi ampliada com a paralisação dos caminhoneiros.

Nesta semana a BRF também deu férias coletivas de duas semanas para 1,7 mil funcionários da unidade de Concórdia, suspendendo o abate de 280 mil aves por dia. A retomada é no dia 16 de julho. Nos próximos dois meses também não serão contratados trabalhadores temporários para fazer produtos natalinos e cerca de 100 funcionários, de um total de 5,3 mil, devem ser demitidos.

Na BRF de Capinzal houve férias coletivas para 3,5 mil funcionários no mês de maio. Em Chapecó 1,4 mil funcionários da mesma empresa terão férias coletivas a partir de 30 de julho e, depois de um mês, entrarão em regime de “lay off”, com suspensão temporária de contratos de trabalho por um período de até cinco meses, recebendo apenas parte do salário, com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador.

Cerca de 220 mil frangos por dia deixarão de ser abatidos. No entanto o abate de perus, que é de 30 mil animais por dia, deve continuar. Mesmo assim 350 trabalhadores devem ser demitidos segundo o Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados de Chapecó (Sintracarnes). Em todo o país a previsão é de reduzir em 5% a força de trabalho, que passa de 80 mil pessoas.

O presidente do Sindicato dos Criadores de Aves de Santa Catarina (Sincravesc), Valdemar Kovaleski, disse que Chapecó será a única unidade que vai seguir abatendo perus. Inclusive com filhotes produzidos em Francisco Beltrão-PR e que devem ser alojados em Santa Catarina.

A unidade tem cerca de 900 aviários e a maioria ficará sem frangos por um período estimado de seis meses. Nesse período os avicultores que não tiverem frangos vão receber R$ 88 por dia, para manutenção da estrutura, que deve estar pronta para retomada da produção a qualquer momento.

Com todas essas reduções de abates a expectativa é de que a situação do setor se normalize, permitindo a retomada da produção. (NSC/Darci Debona)

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