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CONTRABANDO: região se torna rota para o cigarro paraguaio e quadrilhas montam esquema de "guerra" para burlar a fiscalização

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Concórdia – O contrabando de cigarros do Paraguai cresce de forma surpreendente e nem as ações mais intensas no setor de segurança pública tem inibido o uso de carros, caminhões e ônibus para o cometimento do crime. Nos últimos anos muitas apreensões foram feitas na região Oeste de Santa Catarina, inclusive no Alto Uruguai Catarinense. Os casos mais recentes ocorreram em Seara, onde uma carreta foi apreendida transportando 450 mil pacotes de cigarro. Dias depois na região do Irani outra carreta, essa com placas de Concórdia, foi localizada com 500 mil pacotes de cigarro.
Na maior parte da vezes o motorista do caminhão ou do carro não é o proprietário do veículo. Ou, está em nome de terceiros ou é um veículo de origem duvidosa.

Embarcações são usadas pelas quadrilhas para burlar a fiscalização na divisa do Paraguai com o Brasil
Embarcações são usadas pelas quadrilhas para burlar a fiscalização na divisa do Paraguai com o Brasil
Segundo o jornalismo da Atual FM apurou as quadrilhas especializadas em contrabando de cigarros usam operações de guerra para “retirar” o cigarro do Paraguai e depois fazer o transporte até o seu destino. Tudo começa em Ciudad del Este, famosa entre os turistas brasileiros como destino de compra. Lá, existem grandes empresas ligadas ao ramo que produzem o cigarro que é ilegalmente introduzido no Brasil por diversos meios.
Na maior parte o cigarro entra em território brasileiro pelo rio Paraná em embarcações que atravessam de um pais ao outro durante a madrugada longe dos “olhos” da fiscalização. No Brasil, as quadrilhas usam, principalmente caminhoneiros para ganhar em quantidade e prosperar os negócios espalhados em várias cidades do Brasil, inclusive em Santa Catarina.
As últimas apreensões realizadas na região teriam como destinho o litoral de Santa Catarina e também cidades da grande Porto Alegre do Rio Grande do Sul. Somente em uma das apreensões realizadas o prejuízo aos contrabandistas chega a R$ 2 milhões. Além do cigarro apreendido a carreta é entregue à Receita Federal.
Mas mesmo assim o crime, nesse caso, compensa. Os motoristas recebem em média R$ 5 mil por carga entregue e muitas carretas e carros usados pelos criminosos são de procedência duvidosa e também com registro de furto. Nessa semana, na BR-282, na região do Irani um carreta abarrotada de cigarros foi apreendida. O motorista é reincidente, já foi preso em outra oportunidade pelo mesmo crime. Ficou preso alguns meses e depois foi liberado.
Segundo os dados nacionais, o Brasil se tornou em 2017 o maior mercado mundial de cigarros ilegais que respondem por cerca de 48% de todos os produtos desse tipo vendidos no País. Um carteira de cigarro no Brasil custa em média R$ 8, já um produto de contrabando sai pela metade do preço. Por isso, o cigarro de contrabando sempre será um bom negócio para as quadrilhas especializadas.

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