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CPI dos Medicamentos de Capinzal avança e apura gestão após operação da Polícia Federal

Capinzal – A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Medicamentos de Capinzal realizou, nesta terça-feira (9), mais uma etapa das investigações, com cerca de 4h40 de depoimentos.

Foram ouvidos o responsável pelo setor de TI da Prefeitura, Luiz Fernando Borin, o controlador interno Aldecir José de Souza e o ex-diretor da Saúde, Alessandro Braga Ramos. Segundo o presidente da comissão, vereador Kaue Oliveira, as oitivas trouxeram informações relevantes para o andamento dos trabalhos.

A CPI está diretamente relacionada à operação da Polícia Federal deflagrada no fim de março, que apura um esquema de tráfico internacional de opioides e medicamentos controlados envolvendo um servidor da farmácia pública municipal. A investigação motivou a criação da comissão na Câmara de Vereadores, que busca entender como funcionavam os processos administrativos, o armazenamento e o controle na distribuição dos medicamentos. O colegiado também solicitou o compartilhamento de provas com a Polícia Federal.

Durante os depoimentos, o setor de Tecnologia da Informação esclareceu pontos sobre o funcionamento do sistema da Saúde, destacando limitações de acesso e dependência da empresa responsável pela plataforma. Já o Controle Interno detalhou auditoria realizada em 2025 na Farmácia Básica, sem apontar irregularidades relevantes, embora tenha identificado pequenas divergências de estoque.

O ex-diretor da Saúde foi questionado principalmente sobre o controle de medicamentos e receitas especiais. Ele afirmou não se recordar de conferências de estoque e indicou que não havia um sistema formal de rastreamento dos talonários após a distribuição. Também chamou atenção o volume de cerca de 20 mil receitas impressas, cuja autorização ele disse não lembrar.

Outro ponto abordado foi a apreensão de blocos de receitas em branco, o que levantou dúvidas sobre os mecanismos de controle desses documentos. Diante disso, a comissão aprovou novos pedidos de informações e a convocação de outras testemunhas.

As próximas oitivas já estão previstas e devem dar continuidade à apuração sobre a gestão de medicamentos no município. (Colaboração Capinzal FM)

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