É muito importante esclarecer para os filhos o significado de “precisar” e de “querer”. Eles realmente não são sinônimos e cabe aos pais mostrar isso a eles. Vamos lá. Explique ao seu filho o que ele realmente precisa. Tem aqueles básicos para todo mundo. Precisa de comida para trazer energia para o nosso corpo funcionar. Precisa de ar para respirar. Água para matar a sede. E de um lugar para morar. Tem gente que precisa de óculos para ler. Seus filhos vão precisar de roupas para se cobrir — mas não precisam da vigésima camiseta, é claro. E assim por diante.

E o que ele quer?
Mostre para seu filho que brinquedos, balas, mais um tênis são coisas que ele quer, mas, provavelmente não precisa. Eles podem trazer mais alegria para a vida, como um joguinho; podem facilitar a comunicação, como um celular; e até embelezar, como uma roupa, mas que eles não são essenciais para a sobrevivência, ah isso não são.
Parece um detalhe, mas é um ótimo exercício para colocar as coisas e os desejos dentro das suas verdadeiras proporções. Em algumas situações vai até surgir a dúvida se uma coisa é indispensável ou só desejo. Por exemplo, um carro é um desejo? Se for essencial para ir para a escola, o trabalho, ele é uma necessidade. Já o último modelo recém-lançado não, esse é um desejo. O lanche da escola é uma necessidade, porém o refrigerante com hambúrguer é desejo – e gulodice (rs).
É essa a ideia: antes de formular a frase se pergunte qual das duas sensações é a daquele caso e use o verbo adequado. Porque desejos todos vamos continuar tendo, e serão gostosos de ser alcançados em alguns casos. Mas a consciência de que não são necessidades pode servir para refrear alguns — ou pelo menos ficar com vergonha de dizer em voz alta.
Fonte: Pais e Filhos
Educação financeira infantil- Diferença entre precisar e querer
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