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Empresa não estaria autorizada a negociar doses da vacina Sputnik aos Municípios de Santa Catarina

SC – A empresa búlgara TMT Globalpharma, que negocia com a Fecam (Federação Catarinense dos Municípios) o repasse de mais de 3,5 milhões de doses da Sputnik V, não teria autorização para vender os imunizantes, segundo informou o RDIF (Fundo Russo de Investimento Direto) ao Estadão. 
Na última semana, a federação enviou à companhia a intenção de compra da vacina. Ao todo, 262 municípios catarinenses entregaram a documentação dentro do prazo, mostrando interesse em adquirir as doses.
Concórdia solicitou 37 mil doses da Sputnik V, através de carte de intenções encaminhada pelo prefeito Rogério Pacheco à direção da Federação Catarinense dos Municípios (FECAM)
A estimativa da compra foi negociada a US$ 9,75 por dose, ou seja, um total de US$ 34,1 milhões, algo em torno de R$ 189 milhões. Após a assinatura do contrato, a expectativa é que as doses sejam entregues entre 15 a 20 dias úteis.
Porém, segundo a reportagem do Estadão, a empresa búlgara não poderia realizar este tipo de negociação. Em ‘letras maiúsculas’, a RDIF alegou que a companhia não tem autorização para venda das doses. No Brasil, a representante da vacina russa é a União Química.
Municípios dizem que empresa apresentou
documentos que comprovam disponibilidade
O consultor jurídico da Fecam, Jorge Lacerda, alegou que durante a negociação, a companhia apresentou documentos em que comprova ter disponibilidade das doses.
Segundo ele, o RDIF investiu na produção da vacina. Mas que várias empresas podem adquirir doses, junto aos laboratórios, e revendê-las sem precisar da indicação do fundo, o que seria o caso da TMT.
(Informações NDMAIS)

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