Joaçaba – O valor do suposto desvio de recursos públicos da Prefeitura de Joaçaba já chega a quase R$ 8,5 milhões, conforme apontam novos documentos obtidos pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI da Prefeitura). As informações foram divulgadas na tarde da quinta-feira, dia 21, pelo relator da comissão, vereador Jean Calza.
Segundo a CPI, as investigações identificaram transferências realizadas de contas da prefeitura para contas pessoais do então tesoureiro do município, exonerado após o início das apurações. A maior parte das movimentações ocorreu por meio de uma conta vinculada à agência da Caixa Econômica Federal, enquanto o restante teria sido feito através do Banco do Brasil.
Os novos dados foram encaminhados pelas próprias instituições financeiras aos membros da CPI, composta pelos vereadores Jean Calza, Diego Bairros e Ricardo Menezes. De acordo com o relator, o valor pode ser ainda maior.

“As suspeitas começaram em cerca de R$ 1 milhão. Depois, identificamos mais de R$ 4 milhões e agora o montante ultrapassa R$ 8 milhões. Ainda não descartamos a possibilidade de novos valores aparecerem”, afirmou Calza.
A investigação busca identificar falhas administrativas que possam ter permitido as transferências milionárias para contas pessoais. O caso também é apurado pelo Ministério Público de Santa Catarina e pela Polícia Civil de Santa Catarina.
Durante oitivas recentes, o atual prefeito e o ex-prefeito de Joaçaba afirmaram desconhecer a existência de senhas vinculadas aos seus nomes utilizadas nas movimentações bancárias. Conforme o relator da CPI, a maioria das transferências teria sido registrada justamente com senhas associadas aos gestores municipais.
A comissão também investiga se outras pessoas participaram do esquema, embora existam indícios de que o ex-tesoureiro tenha atuado sozinho.
Na última terça-feira (19), o Tribunal de Justiça de Santa Catarina negou o pedido do Ministério Público para prisão preventiva do investigado. Ele permanece em liberdade, utilizando monitoramento eletrônico.
