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Impacto financeiro de fechamento da Aurora em Xaxim deve ser de R$ 500 mil por mês

Xaxim – O impacto financeiro do fechamento da Aurora Alimentos em Xaxim deverá ser de R$ 500 mil por mês (R$ 6 milhões por ano), segundo o responsável pelo controle interno dos municípios da Associação dos Municípios do Alto Irani (Amai), Leocir Gandolfi. Ele participou nesta semana de uma reunião na Câmara de Vereadores de Xaxim.
Gandolfi explicou que em 2020 o município irá sentir um pequeno impacto, tendo em vista a saída dos funcionários que serão transferidos para outras unidades a convite da empresa. Contudo, afirmou que o impacto maior será sentido em 2022, relacionado ao retorno de ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), já que o movimento econômico é sempre baseado em dois anos anteriores.
A cooperativa de alimentos confirmou, através de uma nota divulgada no dia 18 deste mês, que deixará o município no próximo ano. Conforme a nota, a empresa cumprirá o período de aviso prévio de dez meses. Após o período, o complexo industrial será restituído à proprietária.
A Aurora também esclareceu que as atividades, exercidas junto ao complexo industrial, serão desenvolvidas dentro da normalidade durante o prazo, onde será definido o aproveitamento futuro dos negócios, diretos e indiretos.
O responsável pelo controle interno dos municípios da Amai explicou que se a unidade fechar, semelhante ao que ocorreu na época da Diplomata e Chapecó Alimentos, o município perderá em torno de R$ 500 mil mensais. Por outro lado, em relação aos produtores rurais que possuem aviários, o imposto permanecerá em Xaxim, já que vale a origem do produto.
Gandolfi ainda alertou para a importância do censo do IBGE apresentar dados concretos sobre o número de habitantes. Ele esclareceu que com a PEC 95, que está tramitando no Congresso, haverá mudanças nos critérios do retorno de ICMS.
Atualmente, 75% são pelo valor adicionado. Na PEC 95, 75% serão levados em conta os fatores populacionais, por isso, nenhum cidadão poderá ficar de fora da contagem. Se por um lado o município vai perder em retorno de ICMS, ganhará R$ 1,5 milhão a mais no FPM (Fundo de Participação dos Municípios), explicou Gandolfi. (Oeste Mais)

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