RS – Um relatório da Receita Federal (RF) divulgado nas últimas horas revela que a empresa Indeal de Novo Hamburgo, fechada em operação policial, deve cerca de R$ 1,1 bilhão a 23,2 mil clientes. O documento enviado à Polícia Federal (PF) que embasou os indiciamentos detalha a movimentação financeira da empresa e de seus sócios e colaboradores. Em Concórdia, são centenas de pessoas que investiram na empresa totalizando cerca de R$ 3 milhões.
O relatório foi concluído em 17 de junho, quatro dias antes do término da investigação do delegado Eduardo Dalmolin Bollis, titular da Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros da PF. Por determinação da 7ª Vara da Justiça Federal de Porto Alegre, foram analisados os e-mails e o Banco de Dados da Indeal. Os auditores fiscais também afirmam que os supostos lucros da empresa distribuídos aos sócios seriam com dinheiro de clientes que investiam nos produtos apresentados pela empresa.
O relatório revela que ficou comprovado que a empresa não obteve lucro, porém um prejuízo “descomunal”. A Receita Federal ainda revela que os “vultuosos valores distribuídos aos sócios, no decorrer da atividade da empresa, não foram os lucros, mas sim os valores aportados pelos investidores”.
A Receita Federal aponta ainda que o valor devido pela Indeal aos clientes/investidores seja de, no mínimo, R$ 1.194.872.954,30, atualizados, nos termos dos contratos firmados.
A empresa, que prometia lucros de 15% a seus clientes em investimentos em criptomoedas, distribuiu milhões de reais a seus sócios, enquanto no papel, estava no prejuízo. O dinheiro de clientes teria sido usado para compra de carros de alto padrão, imóveis, joias e outros objetos de luxo.
Em 21 de maio, a Polícia Federal realizou a Operação Egypto, que resultou, em 21 de junho, no indiciamento por diversos crimes de 19 pessoas. Entre os indiciados, estão os cinco sócios da Indeal. O relatório final da PF detalha o papel de cada um dos integrantes do esquema. Conforme a Justiça Federal, nove estão presos, cinco no sistema carcerário e quatro em detenção domiciliar.
Os crimes
Organização criminosa, operação de instituição financeira clandestina, oferta e/ou negociação de valores mobiliários sem autorização, crime contra as relações de consumo, gestão fraudulenta, apropriação indébita financeira, evasão de divisas, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e violação de sigilo funcional.
Informações Zero Hora/Porto Alegre/Atual FM
Indeal, investigada por fraude financeira deve mais de R$ 1,1 bilhão; concordienses investiram quase R$ 3 milhões e aguardam ressarcimento
Participe da comunidade no Whatsapp da Atual FM e receba as principais notícias do Oeste Catarinense na palma da sua mão.
*Ao entrar você está ciente e de acordo com todos os termos de uso e privacidade do WhatsApp
