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JBS é condenada por demissão de trabalhadores indígenas na unidade de Seara

Seara – A empresa Seara Alimentos foi condenada pela demissão de 40 trabalhadores indígenas Kaingan, incluindo uma grávida. Cada um dos demitidos deverá receber um valor equivalente a dez salários que o trabalhador recebia na época da demissão. A JBS também foi condenada a pagar o equivalente a 50% do valor total das indenizações a título de danos extrapatrimoniais coletivos.
O valor deverá ser investido em ações de melhoria da qualidade de vida dos moradores da Terra Indígena da Serrinha. A empresa bancará ainda R$ 750 mil como pagamento das custas processuais. O valor total entre o pagamento de custas, indenização aos trabalhadores e à Terra Indígena será de aproximadamente R$ 1,5 milhão.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou com uma ação contra o frigorífico de aves e suínos da Seara Alimentos/JBS em Seara por causa das demissões. Para a Procuradoria, a dispensa ocorreu de forma discriminatória. Na época, a Justiça do Trabalho aceitou o pedido e determinou a reintegração dos indígenas demitidos.
Os empregados em questão moravam na Terra Indígena (TI) Serrinha, no Norte do Rio Grande do Sul (RS), onde havia dois casos confirmados de coronavírus. Na ação, o MPT afirma que o frigorífico sabia desses pacientes infectados na TI e que, em vez de obedecer o protocolo “Ações de Prevenção e Proteção ao Covid-19” da própria unidade de Seara, que era afastar e monitorar por no mínimo 14 dias os funcionários com a doença ou que tiveram contato com alguém infectado, optou pela demissão.
Belos FM

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