Itá – Uma decisão da Vara Única da comarca de Itá culminou com a prisão preventiva de um morador acusado de jogar ácido em um cão que dormia na porta do prédio onde mora. O juiz da unidade judicial, Rodrigo Clímaco José, entendeu que a fúria do homem põe em risco a segurança e integridade dos demais animais sem lar existentes na cidade.
O crime aconteceu no último dia 5 e a investigação apontou o agressor que foi detido nesta sexta-feira, 16. Nos vídeos registrados por câmeras de segurança de um estabelecimento vizinho, fica evidente que a pessoa que aparece com casaco preto e calça jeans foi quem jogou a substância no animal. Na sequência, é possível ver o cachorro correr desesperado e em sofrimento.
As imagens feitas na manhã do mesmo dia permitem a identificação da placa da motocicleta utilizada pelo suspeito e revelaram a propriedade da cunhada do acusado. Testemunhas confirmaram ter visto o homem na frente do prédio minutos antes do ocorrido. O animal recém havia chegado, perseguindo o carro de um outro morador que o alimentava. As queimaduras de terceiro grau aconteceram, principalmente, na pata esquerda traseira.
Testemunhas contam que os moradores da região central disponibilizam cobertor e potes com comida e água para animais como esse, carinhosamente chamado por todos de “Pastel”. De acordo com a denúncia, o acusado e a esposa – responsável pela limpeza da área comum do prédio – reclamavam frequentemente da presença do cão no hall de entrada, deitado no tapete ao pé da escada.
O juiz destacou em sua decisão que a pessoa certamente premeditou o crime, “afinal, ninguém possui de fácil acesso algo como isso (substância corosiva). Portanto, estamos falando de alguém que realmente gostaria de lesionar o cachorro e se preparou para isso. Ou seja, tem-se premeditação, motivo fútil – afinal, supostamente jogou a substância porque o animal dormia no seu prédio -, crueldade – Pastel sofreu muito com o crime – e graves consequências”, destacou o juiz.
O animal segue internado em uma clínica veterinária, no município de Seara. Ele foi submetido à cirurgia para retirada da pele necrosada. O processo tramita em sigilo.
