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Paciente de Seara se recupera após 16 dias internada por hantavirose; Estado descarta situação de alerta

Seara – A Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina informou que o caso mais recente de hantavirose registrado no estado ocorreu em fevereiro deste ano, no município de Seara. A paciente, moradora da área rural, precisou de internação e permaneceu hospitalizada por 16 dias, mas apresentou evolução positiva e recebeu alta no mês seguinte.

Apesar da repercussão recente sobre a doença, as autoridades reforçam que não há cenário de emergência sanitária. O monitoramento da hantavirose segue contínuo no estado, com protocolos definidos para identificação, diagnóstico e acompanhamento de possíveis casos.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina, a atenção em torno do tema aumentou após a divulgação de ocorrências em um navio de cruzeiro. No entanto, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica esclarece que a variante identificada nessa situação é diferente da registrada em Santa Catarina. No estado, não há evidência de transmissão entre pessoas.

O contágio, conforme apontado pelas autoridades, está relacionado ao contato com secreções de roedores silvestres infectados, especialmente em ambientes como galpões, depósitos, lavouras e locais fechados por longos períodos.

Entre 2020 e 2026, Santa Catarina contabilizou 92 casos confirmados da doença. Os números anuais seguem dentro do padrão considerado esperado para esse tipo de infecção, considerada de baixa incidência em comparação a outras enfermidades.

A hantavirose é causada por vírus do gênero Orthohantavirus e pode provocar sintomas como febre, dores no corpo, mal-estar e dificuldade respiratória. Em quadros mais graves, pode haver comprometimento pulmonar.

Especialistas orientam que pessoas que tenham contato com ambientes de risco e apresentem sintomas procurem atendimento médico rapidamente, informando a possível exposição.

A principal forma de prevenção continua sendo o cuidado com o ambiente, evitando locais com sinais de roedores e adotando medidas de higiene, ventilação e uso de proteção durante limpezas.

As equipes de vigilância seguem acompanhando a situação e reforçam que a informação correta é essencial para evitar alarmismo, destacando que não há motivo para pânico no momento.

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