Maximiliano de Almeida – O pescador Dionísio Ribicki, de 64 anos, foi atacado por um animal ainda não identificado enquanto pescava nas águas do Rio Ligeiro, na comunidade de Linha Baixo Caçador, interior de Maximiliano de Almeida, no Norte do Rio Grande do Sul.
Em entrevista, o próprio pescador relatou que o ataque ocorreu na manhã de segunda-feira, dia 9 de março de 2026, por volta das 8h.
Segundo Dionísio, ele estava dentro do rio pescando, com a água na altura do peito, quando foi surpreendido pelo primeiro ataque. O animal o puxou para baixo da água, mas ele conseguiu se impulsionar com os pés no fundo do rio e voltar à superfície. Pouco depois, sofreu um segundo ataque, desta vez na outra perna.
Durante o confronto, o pescador tentou se defender e chegou a segurar a cabeça do animal, que estava com os dentes cravados em sua perna. Mesmo assim, a criatura continuava puxando com força, aparentemente tentando arrastá-lo novamente para o fundo. Em meio à luta, um pedaço de pele e carne acabou sendo arrancado da perna da vítima.
O animal permaneceu submerso durante todo o tempo, o que impediu sua identificação. Dionísio afirma apenas ter percebido, ao tocar na cabeça da criatura, que ela parecia ter um focinho comprido, de aproximadamente dois palmos.
Ele acredita que não se tratava de uma capivara e também descarta a possibilidade de um animal com garras, já que os ferimentos foram causados exclusivamente por mordidas. A suspeita é de que possa ser algum animal aquático, como uma lontra ou até mesmo um peixe de grande porte, mas ainda não há confirmação.
Após o ataque, o pescador conseguiu subir em um bote que estava próximo. Mesmo já dentro da embarcação, percebeu movimentos na água ao redor, indicando que o animal ainda permanecia nas proximidades.
Ferido, Dionísio conseguiu chegar até sua casa, localizada a cerca de um quilômetro do local, e depois buscou atendimento médico. Ele foi hospitalizado e segue em recuperação. Apesar da gravidade das lesões, nenhuma veia ou artéria foi atingida.
O caso chamou a atenção dos moradores da região, já que não há registros de ataques semelhantes no local. Segundo o pescador, o rio é frequentado há anos por moradores e até crianças para banho e lazer.
Diante da situação, moradores e pescadores foram orientados a redobrar os cuidados e evitar entrar na água até que seja possível identificar qual animal provocou o ataque. O episódio segue cercado de mistério e continua sendo comentado na comunidade.

Fonte/Foto: Rádio Club FM 96.7
