Concórdia – O governo do Estado de Santa Catarina não cumpriu a promessa feita aos deputados estaduais e aos empresários de suspender os efeitos dos decretos 1.866 e 1.867 até 31 de agosto. Desde o dia 1º de agosto, diversos produtos e serviços poderão ter aumento de preços em Santa Catarina porque passarão a vigorar alíquotas mais altas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
A medida terá impacto na economia catarinense com o aumento dos custos de produção de grãos, leite e carne, a redução da produtividade média e a perda da competitividade dos produtos agrícolas catarinenses nos mercados nacional e internacional. A maioria dos Estados brasileiros mantém a isenção de impostos – especialmente o Paraná e Rio Grande do Sul – o que deixará o produto catarinense em desvantagem no mercado.
O presidente da ACCS, Losivanio Luiz de Lorenzi, em nome dos mais de 8 mil suinocultores do Estado, repudia o aumento do imposto, que penaliza fortemente o setor. “Está cada vez mais difícil trabalhar neste estado porque o setor político está cada vez mais onerando o setor produtivo catarinense. Nós sabemos de todas as dificuldades financeiras que o país e Santa Catarina atravessa, mas aumentar impostos não cria um problema maior. Nossos empresários deixam de investir aqui e vão comprar insumos de outras regiões do país com alíquotas diferenciadas”, protesta. (Ascom – ACCS)
Presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos repudia aumento do ICMS em Santa Catarina
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