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Concórdia

Presidente de Associação traça panorama trágico para produção de aves e suínos na região se greve continuar

Concórdia – O presidente da Associação dos Avicultores e Suinocultores Alto Uruguai Catarinense, Anselmo Lodea, traçou nessa manhã um panorama trágico para o agronegócio, caso a paralisação dos caminhoneiros se mantenha por mais alguns dias. Nas últimas horas o movimento em Concórdia autorizou a entrada de insumos (milho e soja) para abastecimento da BRF, a principal agroindústria da cidade.
Com o milho e a soja será possível garantir a alimentação dos animais visando evitar a mortalidade e os efeitos no mercado internacional, principalmente quando o assunto é status sanitário. Santa Catarina é livre de aftosa sem vacinação o que garante muitos mercados para os produtos produzidos pelos agricultores da região.
De acordo com Anselmo Lodea, os frangos estão recebendo somente alimentação durante duas vezes ao dia. Pela manhã e ao meio dia. Depois disso, os animais ficam nos aviários sem a alimentação devido aos bloqueios dos caminhões de insumos para produção da ração.
Por enquanto, não se tem mortalidade de suínos e frangos na região, mas a cadeia produtiva está no limite.

“Os produtores estão ficando desesperados com a falta de alimentação e os reflexos graves que irá ocorrer nas próximas horas”, diz Lodea.

A produção ainda está no campo, nas propriedades rurais e animais não estão seguindo para o abate. Isso irá gerar um prejuízo enorme a todo o sistema. “A conta quem vai pagar é o agricultor”, acredita. Lodea reitera que não é contra o movimento dos caminhoneiros, mas acredita que é preciso tem o bom senso para não prejudicar toda uma cadeia produtiva que levou décadas para se construída.

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