Renato Portaluppi não é mais técnico do Grêmio. O fim do ciclo do ídolo tricolor foi definido nesta quinta-feira (15), em reunião entre os membros do Conselho de Administração do Clube, realizada horas após a derrota de 2 a 1 para o Independiente del Valle que culminou na eliminação da Libertadores antes mesmo da fase de grupos.
Logo após a eliminação do clube na terceira fase da Libertadores, com nova derrota para o Independiente del Valle, Renato foi alvo de cobranças e contestações internas e externas. Ainda na noite de quarta, o vice-presidente Cláudio Oderich revelou ao ge que as avaliações internas ocorreriam de “cabeça fria” e que nada estava descartado.
Além de Renato, o auxiliar Alexandre Mendes, que comandou o time nas últimas partidas enquanto o treinador esteve afastado por conta da covid-19 —, também deixará o clube. Até que um novo comandante seja anunciado, o time gremista deverá ser comandado pelo treinador da equipe de transição, Thiago Gomes.
A pressão sobre Renato já exisita durante as conversas para a renovação, no início de março, com correntes internas do clube se posicionando contra a permanência.
A turbulência iniciou na noite da última quarta-feira, na Arena, quando o Grêmio perdeu outra vez por 2 a 1 para o Independiente del Valle e deu adeus à Libertadores. O Tricolor agora disputará a Sul-Amiercana.
Contratado em setembro de 2016, Renato está há mais de quatro anos e meio no cargo. Ele ainda é o técnico da elite do futebol brasileiro por mais tempo no comando de uma equipe.
Em sua terceira passagem, Renato se tornou o técnico com mais jogos na história do Grêmio e ganhou uma estátua na Arena. Além de conquistar os títulos da Copa do Brasil (2016), da Libertadores (2017), da Recopa Sul-Americana (2018), de três estaduais (2018, 2019 e 2020) e uma Recopa Gaúcha (2019).
