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SC volta a crescer nas exportações com destaque nas produção de carnes de aves e suína e soja

Concórdia – As exportações catarinenses voltaram a crescer depois de dois anos em queda. São US$ 8,51 bilhões no acumulado de 2017, o que representa uma alta de 12% em relação ao ano anterior. Isso deixa nosso estado em oitavo lugar no ranking das exportações, responsável por 3,9% das vendas externas brasileiras. Em primeiro lugar ficou a carne de aves (17,7% dos produtos exportados), seguido pela soja (9,7% dos exportados) e pela carne suína (com 7,3%).
No último ano, 40,4% da carne suína exportada pelo Brasil teve origem em Santa Catarina. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). E, desse total, a absoluta maioria tem como fonte o agronegócio instalado, em especial, na região Oeste catarinense.
“O resultado de 2017 é o melhor registrado desde 2014, o que contribuiu para a recuperação da economia”, avalia o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte.
Ao todo, o estado embarcou mais de 1,34 milhão de toneladas de carnes para cerca de 130 países, gerando uma receita que passa de US$ 2,6 bilhões. Os números demonstram a importância catarinense para a economia brasileira e seu papel para o país na superação da maior crise econômica da sua história.
Boa notícia para o Oeste
A região que lidera o setor na produção agrícola e agropecuária do estado é a Oeste. O setor agroalimentar é quase metade dos produtos catarinenses exportados. E as propriedades oestinas concentram 79% do rebanho de frangos, 72% do rebanho de suínos e 52% do rebanho de bovinos.

“Somos uma das principais alavancas econômicas e representamos 18% do PIB do estado”, explica o deputado estadual Gelson Merisio, que é representante da região. “Hoje os olhos de Santa Catarina e do Brasil se voltam para o Oeste pelo nosso jeito de fazer, pela forma como ajudamos a superar a crise”, completa.

Mas nem tudo é comemoração. A região Oeste ainda concentra as piores condições de infraestrutura para escoar a produção. Mesmo assim lidera os setores de exportação. “É importante reconhecer um outro lado do oestino, a habilidade de inovar, de criar os caminhos por conta própria ao invés de esperar que alguém chegue para resolver. Imagine o potencial que podemos alcançar com melhorias na nossa infraestrutura”, afirma Gelson Merisio. (informações ASCOM)
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