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Servidor de Capinzal detido por tráfico internacional de medicamentos vai continuar preso

Capinzal – O farmacêutico e servidor público da farmácia pública da Unidade de Saúde de Capinzal, detido pela Polícia Federal na manhã de terça-feira, dia 31, pelos pelos crimes de tráfico internacional de medicamentos e drogas, vai continuar preso por determinação da Justiça Federal. A decisão aconteceu na manhã desta quarta-feira, dia 1°, durante audiência de custódia.

O caso
De acordo com a Polícia Federal, o servidor e a esposa utilizavam uma plataforma online para a comercialização ilegal dos produtos. Houve mais de 900 envios nos últimos anos para diversas regiões do Brasil, Estados Unidos, Canadá, Austrália e República Tcheca. Através do projeto Global Rapid Interdiction of Dangerous Substances, vinculado à Organização das Nações Unidas, a instituição recebeu 15 alertas internacionais sobre apreensões no aeroporto de Miami de encomendas com medicamentos controlados. Registrou-se a apreensão de cocaína. Todos os envios eram feitos de Capinzal e Ouro.

Ainda segundo as investigações, o farmacêutico utilizava embalagens de vitaminas e sais minerais para o envio dos remédios. Ele disfarçava como uma loja de venda de suplementos. Como farmacêutico da farmácia pública de Capinzal, há suspeitas de que ele desviava medicamentos. Na terça-feira, os policiais cumpriram três mandados de busca e apreensão, sendo dois em Capinzal e um em Ouro.

Além desses crimes, uma investigação vai apurar se eles ocultavam os valores recebidos de forma ilícita por meio da criptomoeda bitcoin. Ele foi preso em flagrante e conduzido à Delegacia da Polícia Federal. A mulher responde em liberdade.

Servidor público desde 2013
Conforme dados disponibilizados no site de transparência da prefeitura de Capinzal, o servidor atua desde 2013 como farmacêutico bioquímico, lotado no gabinete do secretário e com um salário atual de R$ 7.049,47. Em nota, a administração municipal afirmou está à disposição das autoridades e que o servidor foi imediatamente afastado das atividades.

Audiência de custódia
Na manhã desta quarta-feira, dia 1°, o suspeito passou por audiência de custódia na Justiça Federal. “Tudo somado, diante desse contexto, entendo que a prisão preventiva se faz necessária para garantia da ordem pública e para assegurar a conveniência da instrução criminal. Assim, entendo que, por ora, há de prevalecer a prisão preventiva do flagrado como medida adequada e proporcional, porquanto presentes os requisitos para sua decretação”, destacou o juízo. Com isso, o farmacêutico bioquímico permanece preso.

(Bernardo Souza/Magronada)

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