Capinzal – A Justiça Federal determinou que o farmacêutico ligado à Secretaria de Saúde de Capinzal, preso no fim de março durante uma operação da Polícia Federal, passe a responder ao processo em prisão domiciliar.
A decisão levou em consideração o contexto familiar do investigado, incluindo o nascimento recente de um filho e problemas de saúde enfrentados pela esposa. O posicionamento do Ministério Público Federal foi favorável à substituição da prisão.
Também pesou o fato de o investigado já estar detido há mais de um mês enquanto o inquérito ainda está em andamento. A própria Polícia Federal indicou a necessidade de mais tempo para concluir as análises dos materiais apreendidos.
Mesmo fora do presídio, o servidor deverá cumprir uma série de restrições impostas pela Justiça. Ele será monitorado eletronicamente e deverá permanecer em casa em tempo integral, sem autorização para sair, exceto em situações médicas emergenciais ou mediante autorização judicial.
Outra determinação é o afastamento do ambiente de trabalho, com permissão apenas para comparecer em eventuais procedimentos administrativos. O investigado também deverá realizar exame toxicológico conforme orientação judicial.
A apuração do caso começou após um alerta internacional que identificou o envio irregular de substâncias controladas ao exterior. A partir disso, foram realizadas diligências que resultaram em buscas e apreensões na região, incluindo materiais que agora passam por perícia.
As investigações continuam e devem avançar nos próximos meses.

