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Sofrimento fetal – Problema silencioso que compromete a vida do bebê

Durante a gravidez, o corpo da mulher passa por diversas transformações e é normal se preocupar com grande parte delas. Apesar da maioria ser bastante comum, algumas coisas sobre a saúde do bebê devem ser consideradas o quanto antes, inclusive quando o assunto é sofrimento fetal, também conhecido como insuficiência placentária.
Mas afinal, o que é sofrimento fetal?
A condição pode ser explicada como a falta ou ausência do oxigênio para o bebê. Um dos possíveis esclarecimentos para o problema é a dificuldade do trânsito sanguíneo para a região onde o embrião está sendo gerado. Quando um mecanismo de adaptação é criado, existe a possibilidade de um modo crônico, ou seja, ele se acostuma com a pouca entrada de oxigênio, que pode afetar na perda de nutrientes e até mesmo no desenvolvimento de uma doença genética e crônica.

A mãe consegue perceber?
Infelizmente, a grávida não consegue notar o sofrimento fetal, mas ele pode ser identificado durante os exames de rotina.

“Não é comum, mas existem situações que chamamos de insuficiência placentária, quando a placenta não consegue nutrir ou oxigenar bem o bebê. No início, o embrião continua se movimentando normalmente e o problema pode ser identificado pelo ultrassom ou doppler, precocemente, ou no trabalho de parto, pelos batimentos cardíacos. A única coisa que a mãe pode perceber durante a gestação é a parada dos movimentos do feto. Porém, quando o bebê para de mexer é um grau mais avançado de sofrimento fetal”, explica.

Quais são os riscos?
Quando o problema acontece, é muito importante que seja identificado precocemente para evitar riscos no desenvolvimento do bebê.

“A falta de oxigênio, principalmente a aguda, é potencialmente grave e de forma contínua pode levar à paralisia cerebral”, comenta Dr. Igor Padovesi, ginecologista e obstetra.

Então, o mais adequado é que a grávida siga à risca as consultas de rotina, além de ter todos os exames de pré-natais em dia.

Existe tratamento?
Nas ultrassonografias, é possível identificar o crescimento do bebê. Quando existe uma restrição, o caso precisa ser acompanhado de perto, porque existe uma possibilidade além da falta de nutrição, sendo ela a ausência de oxigenação.

“O que pode ser feito ao longo da gravidez é muito pouco. Geralmente é uma situação irreversível e tem que ser acompanhado ao limite máximo que conseguimos ganhar de maturidade fetal, sem entrar em uma fase de risco e comprometimento do bebê. Então, se o sofrimento fetal acontece em bebês prematuros, precisa ser feito o parto prematuramente”. explica o obstetra e ginecologista.

No caso do sofrimento fetal intraparto, que acontece durante o trabalho de parto, algumas medidas podem (e devem!) ser tomadas.

“Muitas vezes acaba levando a necessidade de um parto rápido (cesárea) para que o bebê nasça logo”, conclui.

 
Fonte: Pais e Filhos

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