Estado – O agronegócio de Santa Catarina atingiu, em 2025, o maior Valor da Produção Agropecuária (VPA) já registrado no estado, somando R$ 75,1 bilhões. O resultado representa um crescimento nominal de 15,8% em relação ao ano anterior e avanço real de 12,5%, já descontada a inflação.
Os dados integram a mais recente edição da Síntese Anual da Agricultura, elaborada pelo Epagri/Cepa, que analisou o desempenho de 64 produtos entre atividades agrícolas, pecuárias, florestais e aquícolas.
O crescimento foi puxado principalmente pelo bom desempenho das lavouras e pela força da produção animal. Entre os destaques, o milho registrou aumento superior a 50%, seguido pelo milho para silagem, maçã, tabaco, bovinos de corte, soja e suínos, todos com expansão significativa ao longo do ano.
A pecuária segue como principal base econômica do setor, responsável por cerca de 60% do VPA estadual. Na sequência aparecem os grãos, com participação de 21%. Entre os produtos com maior peso financeiro estão suínos, frango, leite, soja, tabaco e bovinos.
No mercado externo, o agro catarinense também apresentou desempenho expressivo. As exportações alcançaram US$ 7,9 bilhões, com destaque para a carne suína, em que o estado responde por mais da metade da receita nacional. A carne de frango também manteve forte participação, impulsionada pela ampliação de mercados e crescimento das vendas ao Japão.
Apesar dos números positivos, o setor enfrentou desafios importantes no início de 2026. Produtos como arroz, feijão e cebola sofreram queda de preços, enquanto o leite teve recuo no valor pago ao produtor em algumas regiões. A exportação de madeira também foi impactada por mudanças tarifárias no mercado internacional.
Por outro lado, há sinais de recuperação em segmentos estratégicos. A valorização de grãos como soja e milho, aliada à estabilidade dos preços das proteínas animais, contribui para manter o ritmo de crescimento. A produção de maçã também voltou a avançar, com destaque para a região de Lages.
Com esse cenário, Santa Catarina reforça sua posição como um dos principais polos do agronegócio brasileiro, sustentando a economia estadual e ampliando sua presença no comércio internacional.
