Concórdia – O vereador do Partido da República, Anderson Guzzatto, está encabeçando um movimento – que já iniciou em algumas cidades de Santa Catarina – e diz respeito a discussão envolvendo a “ideologia de gênero” nas escolas. Ele esteve no estúdio da Atual FM, na manhã desta segunda-feira, dia 30, falando sobre o tema polêmico e que divide as opiniões da população.
De acordo com Guzzatto, não se trata de nenhum preconceito ou discriminação, mas explica que é preciso preservar as crianças de alguns ensinamentos que vão em desencontro aos preceitos morais da família.
“Os responsáveis legais são os pais ou tutores. Eu não estou dizendo que isso não pode ser ensinado. Se alguém quiser falar sobre o assunto comigo tem total liberdade. Só que para uma criança vai em desencontro com as próprias convicções das famílias”, explica.
Um documento está sendo distribuído pelo vereador para que pais que não concordam com a discussão envolvendo a “ideologia de gênero” notifiquem de forma extrajudicial a escola de seu filho.
“Uma criança hoje, ela está em uma fragilidade psicológica e em uma condição de desenvolvimento. Ela precisa ir para a escola ou outra instituição para aprender o que está dentro do plano de educação com ensinamentos solidificados e concretos. Não pode ter esse tipo de ensinamento”, reiterou.
Sobre uma nota divulgada pela UnC/Concórdia dizendo que dois alunos e um professor de São Bento Sul teriam sidos discriminados por tratar sobre o tema em uma Mostra Científica da Região do Contestado, Guzzatto disse que esteve visitando o local e conversou com os organizadores sobre o conteúdo. Ele também disse que foi ao local depois de receber algumas denúncias de pais que não concordavam com o trabalho exposto.
Nessa manhã, o vereador disse que não solicitou que as atividades sobre o trabalho fossem encerradas e em nenhum momento discriminou ou ameaçou os envolvidos. Guzzatto explica que tratou as pessoas com respeito, mas contestou o conteúdo que estava sendo repassado para crianças que visitavam a feira na UnC/Concórdia.
A entrevista completa abaixo:
