Concórdia – Desde que as obras de instalação do esgoto sanitário começaram em Concórdia a reclamação tem sido constante por parte da população, mas principalmente dos motoristas. Muitos buracos são abertos no asfalto e depois não são fechados com a qualidade necessária. O vereador Anderson Guzzatto (PR) tratou do assunto na Câmara de Vereadores de Concórdia na sessão desta terça-feira, dia 22.
Segundo ele, a situação está se agravando cada vez mais. Ele disse que reconhece a importância da obras, mas ressalta que o recapeamento ou o conserto dos locais onde o esgoto irá passar está em condições “precárias”, principalmente onde tampões foram instalados pela empresa responsável pela obra.
A preocupação de Guzzatto também se refere aos problemas futuros que irão ocorrer. “A Prefeitura precisa aumentar a fiscalização. A empresa que está executando a obra vai levar mais de R$ 40 milhões pelo serviço. Ele precisa ser bem feito”, disse.
Nos próximos dias os vereadores deverão discutir a possibilidade de realizar uma audiência pública para aprofundar o assunto com a população. Nos bastidores se cogitou até a possibilidade de pedir que a obra seja suspensa até que a empresa resolva os problemas relacionados aos trabalhos já executados em vários bairros da cidade.
O vereador Closmar Zagonel (PMDB) lembrou que o pedido por mais fiscalização foi feito ainda no começo do ano. “ Daqui um tempo não vai mais existir asfalto na área urbana. É preciso que a equipe de engenharia fiscalize de forma mais firme o trabalho que está sendo feito”, disparou.
Já o vereador Evandro Pegoraro (PT) disse que a obra do esgoto sanitário é assunto diário. “As ruas no geral estavam boas. Existiam problemas, claro. Mas agora, onde a obra passou a situação está precária. É um problema de milhões para qualquer administração que esteja à frente do município. Será uma espécie de herança maldita”, avaliou.
Pegoraro acredita que os problemas irão se agravar a partir do momento em que os proprietários de imóveis terão que começar a fazer a ligação das casas com o sistema público de coleta de esgoto. Revelou ainda que o equipamento necessário deverá ter um custo alto para os moradores de Concórdia. Ou seja, devido a geografia acidentado os moradores terão com bombear o esgoto da casa até o sistema da Casan.
O vereador Jaderson Miguel (PSD) também demonstrou preocupação com a obra. “Como fica a situação das famílias depois da obra pronta. Elas são obrigadas a fazer a ligação? E se elas não tiveram condições financeiras”, questionou.
O presidente da Câmara, Artêmio Ortigara (PR), comentou que participou de uma reunião técnica entre as equipes da empresa e da prefeitura e que existe uma fiscalização. A demora, inclusive em fechar o local onde a tubulação passa, precisa respeitar um intervalo de tempo, para assentar a terra.
O vereador Valcir Zanella (PSDB) disse que recebeu reclamações pontual de moradores da rua Romano Anselmo Fontana, com a preocupação de uma ponte que foi modificada pelo consórcio que executa a obra. Com a reclamação feita, a empresa foi lá e refez o serviço.
Já o vereador Edno Gonçalves (PDT) ressaltou a entrevista do prefeito e da notificação feita pela prefeitura para a empresa. Ele lembrou do compromisso da administração em não receber a obra se ela não estiver de acordo com o projeto. (Informações ASCOM/Câmara de Vereadores/Atual FM)
Vereadores voltam a cobrar qualidade nas obras do esgoto e sugerem audiência pública para esclarecimentos
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