Concórdia – A extinção das Agências de Desenvolvimento Regional (ADRs) é um dos pontos-chave quando se discute o necessário enxugamento da máquina pública em Santa Catarina. E promete ser uma das questões centrais do debate nas eleições para governador daqui um ano. Mesmo com a redução de cargos comissionados e fechando a unidade de Florianópolis, as 35 regionais (como são chamadas as ADRs) consumiram R$ 444 milhões somente em 2016. Dinheiro gasto com energia, aluguel e pessoal que poderia ser investido em áreas mais urgentes.
Com essa mesma verba, por exemplo, o Estado poderia manter 154 mil novos alunos no ensino fundamental por um ano. Ou pagar o salário de 7,7 mil policiais. Outra opção seria investir na saúde, o que permitiria contratar e pagar o salário de 3,2 mil médicos durante um ano inteiro.
Atualmente dois projetos que tratam da extinção das regionais apresentados na Assembleia Legislativa, mas que seriam inconstitucionais porque essa proposta precisa partir do próprio Executivo. O presidente do PSD, Gelson Merisio, é um dos principais defensores da extinção das Regionais. Ele defende que se deve pensar em um novo modelo que valorize a atuação das associações de municípios em parceria com o Estado, enxugando a estrutura administrativa – e assim transformar esse custo em investimento em áreas essenciais.
“Não é questão de um Estado menor. Queremos uma Santa Catarina muito maior na entrega do serviço público, no número de policiais nas ruas, em mais enfermeiros na Saúde, mas extremamente menor nos seus vários processos burocráticos. Um Estado enxuto”, completa Merisio.
Custos
Para poder enxergar como esse dinheiro poderia ser utilizado de outra forma, é só comparar os custos. Em Concórdia, com o mesmo custo que a regional teve no ano passado (R$ 9.880.570,05), é possível pagar o salário para 71 novos médicos ou 173 policiais militares por um ano. Pensando em infraestrutura, o dinheiro que sustenta a ADR da cidade poderia construir 189 casas populares. Ou ainda manter 3.437 novos alunos no ensino fundamental público por um ano letivo.
(ASCOM/Deputado Gelson Merísio)

