Concórdia – O ex-tesoureiro da Fetraf-Sul, o concordiense Jair Niero, e mais três pessoas foram absolvidos em uma ação penal que tramitava há pelo menos 10 anos na Justiça Federal em Chapecó. Eles eram acusados pelo Ministério Público de fraudar convênios com o Governo Federal. Com nada foi comprovado a juíza Heloisa Pozenato, proferiu sentença.
Foram também absolvidos com o concordiense Jair Niero, nesse mesmo processo outros dirigentes da Fetraf-Sul. Vilson Alba, Celso Ludwig, Tomé Coletti e Carmen Pazinato Canton.
A Polícia Federal investigou 18 convênios firmados entre a federação e os ministérios do Desenvolvimento Agrário, do Trabalho, da Agricultura e da Pesca. Pelo menos uma parte desse dinheiro teria sido usado para financiar campanhas políticas do PT, segundo a denúncia.
Na prestação de contas, a Fetraf teria simulado lista de presença em cursos, maquiado despesas e organizado um caixa dois. Segundo a denúncia, o esquema reunia parlamentares, dirigentes de entidades com influência política para negociar convênios com órgãos públicos, e funcionários em postos-chave nos ministérios.
No caso específico da Fetraf-Sul, destaca-se o fato de a entidade ter sido criada em 2001 por petistas ligados à senadora e ganhado importância no governo Lula. Em um dos convênios, assinado em 2003 com o Desenvolvimento Agrário, a Fetraf-Sul teria recebido R$ 1 milhão para treinar trabalhadores rurais em Chapecó. No entanto, a federação forjou lista de presenças com alunos fantasmas.
Concordiense é absolvido da acusação de fraude em convênios quando era membro da Fetraf-Sul
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