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Empresário diz que tarifa da Hodierna deveria custar R$ 4,69 e reclama da defasagem dos preços em Concórdia

foto: ASCOM/Câmara de Vereadores/Divaléia Casagrande
Concórdia – O empresário Dagnor Schneider esteve nesta quinta-feira, dia 7, prestando esclarecimentos na Câmara de Vereadores sobre o pedido de reajuste na tabela de preços da tarifa do transporte público municipal e encaminhado à Prefeitura de Concórdia. Ele foi ao Legislativo Municipal após o vereador Edno Gonçalves solicitar ao Executivo uma redução no preço da tarifa após o anúncio de baixa no preço do óleo diesel por parte do Governo Federal.
Schneider disse aos parlamentares que no ano passado a Hodierna, responsável pela operação com os ônibus no Município, registrou perdas de R$ 100 mil em função da alta dos custos, principalmente do preço do óleo diesel. O diesel representa cerca de 20% dos custos da operação para atender aproximadamente 165 mil usuários por mês em Concórdia.
O empresário reclamou dos frequentes reajustes que elevou o óleo diesel a valores “exorbitantes” e reiterou que para equilibrar as contas da empresa é preciso a Prefeitura de Concórdia faça uma reanálise da tabela de custos.
A Hodierna encaminhou há algumas semanas um pedido de aumento no valor da tarifa que hoje está em R$ 3,65. Sobre a majoração da tarifa que foi anunciada em janeiro desse ano, Schneider esclarece que esse percentual foi solicitado ainda em 2017. Ou seja, com base nos custos de 2018 não houve nenhum reajuste no preço da tarifa.
O empresário reiterou aos vereadores que existe uma defasagem nos valores da tarifa em Concórdia e que é necessário uma recomposição desses valores para ser justo. Nos levantamentos da Hodierna a tarifa em Concórdia deveria custar R$ 4,69, mas o valor autorizado pelo Executivo é de R$ 3,65.
Schneider lembrou que muitas empresa estão ingressando com demandas judiciais para cobrar essa diferença das Prefeituras que são responsáveis pela concessão e pela autorização dos reajustes nas tarifas. Em Concórdia, a Hodierna está cobrando da Prefeitura R$ 8,4 milhões alegando desequilíbrio com o baixo valor das tarifas.

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