Concórdia – Foi anexado nas últimas horas no processo envolvendo o deslizamento de terra nas ruas Horácio Sandi e Victor Sopelsa o laudo sobre os levantamentos técnicos da área que atingiu pelo menos 18 famílias que moravam no local. O deslizamento interditou uma grande área de terra, inclusive os moradores tiveram que deixar a região devido ao risco apontado pela Defesa Civil.
O laudo, solicitado pela Justiça de Concórdia, aponta que o deslizamento tem como principal causa o depósito de material irregular sem o controle “tecnológico” de compactação e uniformidade do material para tal fim.
Além disso, os técnicos não encontraram dispositivos de drenagem adequados e “as edificações assentadas sob o solo aumentaram a carga atuante, contribuindo na desestabilização da encosta”.
Após realizar todos os levantamentos do solo os técnicos ainda constataram que o local deveria ser destinado a Área de Preservação Permanente (APP). Isso, pelo motivo da área ter uma inclinação superior a 30%.
“Nestas condições de relevo forte ondulado, caracterizado por inclinações superiores a 30% na maior parte da área, o local deveria ser destinado a APP”.
Na conclusão final e depois de analisar o solo da área atingida pelo grande deslizamento de terra e o declive de 30% – os técnicos ainda indicam que “as residências da Rua Horácio Sandi devem ser removidas e o local destinado a área de interesse ambiental”.
O deslizamento de terra ocorreu em 2017 quando a terra atingiu várias residência e obrigou os moradores a deixarem o local. A área foi totalmente interditada pela Defesa Civil. Muitos imóveis acabaram desabando devido ao movimento da encosta.
Uma demanda judicial contra a Prefeitura de Concórdia e os proprietários dos terrenos cobrando indenização tramita no Fórum da Comarca.
