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Audiência no Senado busca solução para famílias da tragédia da Chape

Uma audiência no Senado nesta quinta-feira(15) debateu, mais uma vez, a falta de pagamento do seguro aos familiares das vítimas da tragédia aérea da Chapecoense, que vai completar três anos em novembro. Foi o segundo encontro para buscar uma solução. No primeiro, um dossiê do caso foi apresentado com a presença de familiares das vítimas.

Nesta quinta, o jogador Neto, um dos seis sobreviventes, falou emocionado sobre a falta de respeito com as famílias. O debate acabou sem acordo. A novidade é um encontro marcado para a próxima terça-feira, com o presidente da República Jair Bolsonaro, para tentar avançar no pagamento. Foram 71 mortos, entre jogadores, comissão técnica, dirigentes, jornalistas e tripulação.
O impasse entre as vítimas, a Lamia e a seguradora é pelo pagamento do apólice dos US$ 300 milhões que estariam no contrato. A empresa de advocacia Clyde e Co, contratada pela seguradora, alega que o local da queda do avião, na Colômbia, não fazia parte da área de cobertura.
Em 2017, um acordo foi proposto pela BISA Seguros para o pagamento de indenização individual, a título de ajuda humanitária, e igualitária de US$ 200 mil (cerca de R$ 800 mil na atual cotação). Porém, a empresa exigia a assinatura de um termo de quitação de dívida por parte de todos os familiares.
Em outubro de 2017, a empresa baixou para 51 o número de aceitações necessárias na assinatura de um termo de quitação de dívida. O quórum não foi atingido. Um ano depois, a oferta aumentou para US$ 225 mil (cerca de R$ 900 mil na atual cotação), sem a necessidade de quórum para efetivar a doação. Das 77 famílias, 23 aceitaram, segundo a própria seguradora, e fizeram assinatura de um termo de quitação de dívida. A expectativa é que os pagamentos ocorram até setembro.

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