Mais do que discutir a situação da rodovia, o encontro teve como principal objetivo construir uma atuação conjunta envolvendo entidades empresariais, lideranças políticas, associações, representantes do setor produtivo e demais segmentos organizados da sociedade concordiense.
Como encaminhamento, será elaborado um documento conjunto contendo as principais reivindicações da região, que posteriormente deverá receber a adesão de entidades e instituições locais. O objetivo é apresentar uma posição unificada de Concórdia diante do processo de concessão da BR-153.
A preocupação das lideranças é que o contrato previsto para os próximos 30 anos não contempla investimentos estruturantes aguardados há décadas pela população. Entre as obras consideradas prioritárias estão elevados, trevos, pistas marginais, passarelas e melhorias nos acessos urbanos, especialmente em pontos que registram grande fluxo de veículos e histórico de acidentes.
Durante a reunião, também foi destacado que a BR-153 segue sendo uma das maiores demandas de infraestrutura da região. Além da falta de investimentos, a rodovia acumula registros de acidentes graves e mortes, situação que reforça a necessidade de intervenções urgentes para garantir mais segurança aos usuários.
Os participantes defenderam que a concessão da rodovia pode representar uma oportunidade de desenvolvimento, desde que venha acompanhada de investimentos compatíveis com a importância econômica e logística da região. A avaliação é de que não se pode admitir a implantação de pedágio sem que haja contrapartidas efetivas em infraestrutura.
AUDIÊNCIA EM BRASÍLIA
A mobilização terá continuidade nos próximos dias. Uma audiência pública está marcada para o dia 16 de junho, em Brasília, e deverá contar com a participação de representantes de Concórdia.





