O termo “dezembrite” até parece brincadeira, mas você sabia que ele existe? Apesar de não ser considerado uma doença, é uma síndrome que você precisa ficar de olho neste final de ano. Nos 31 dias de dezembro a correria e falta de tempo podem desencadear ansiedade, estresse e irritabilidades, afetando a saúde física e mental da família.
A autocobrança por não alcançar metas e desejos, que em muitos casos são inatingíveis, afetam diretamente na confiança e autoestima.
Como a “dezembrite” pode prejudicar a saúde?
“A dezembrite pode tanto prejudicar como piorar os problemas de saúde. Nosso corpo é extremamente sensível ao que a gente vive, então em um momento de ansiedade, angústia e frustração estimula a liberação na nossa corrente sanguínea de hormônios de estresse como, a adrenalina e o cortisol, que podem interferir diretamente em qualquer sistema do corpo, no quadro de qualquer doença”, explica a psiquiatra Dra. Maria Fernanda Caliani.
No fim de ano, até mesmo o coração pode ser afetado.
“Ele aumenta a frequência cardíaca, pressão arterial e isso favorece infartos. Então não é só o estresse de fim de ano que pode prejudicar a nossa saúde, nessa época da ‘dezembrite’ o estômago também sofre muitos excessos, já que as ceias são cheias de alimentos pesados”.
Xô, estresse!
Nesse período, o principal conselho é descansar e, principalmente, cuidar da saúde.
“Precisamos cuidar da alimentação, do sono, praticar atividades físicas, priorizar organização e planejamento, viver o presente e controlar a respiração”.
Por conta de todas as preocupações,
“vivemos tão no automático, que não prestamos atenção no que estamos fazendo, falando, comendo. E uma maneira de estar presente é meditar, ter um hobbie, que ajudam a focar e parar de pensar no que deveria ter sido e não foi, e possibilidades do futuro”.
Um outro olhar
Para lidar com a sensação de frustração, é preciso encarar as situações com outros olhos:
“Apesar dela remeter a sensação de fracasso, é importante encarar a frustração como uma possibilidade de crescimento. Então é importante a aceitação de que não vamos ter o controle de tudo e tudo bem! Então diminua o seu nível de cobranças consigo mesmo, foque no que você é capaz de dar conta e tente não se culpar por aquilo que você deixou de fazer”.
O estresse e a ansiedade também pode ser passado para os filhos. A psiquiatra comentar que os pais são como “os pilotos de avião das nossas famílias”. Portanto, é essencial entendermos os nossos pensamentos primeiro, para depois ajudarmos os nossos filhos.
“É importante refletirmos sobre o nosso próprio comportamento para corrigir o que está errado e não interferir negativamente no desenvolvimento dos filhos”, conclui.
Fonte: Pais e Filhos



