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Matriz de Risco aponta apenas quatro regiões em estado gravíssimo

SC – A Matriz de Risco Potencial para Covid-19 passou a utilizar os dados de vacinação como uma nova variável a partir deste final de semana. A informação foi divulgada na última quarta-feira (28) pelo governador Carlos Moisés e pelo secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro.
Pelo novo modelo, os dados referentes à evolução da vacinação passarão a ser avaliados. Santa Catarina ultrapassou nesta semana a marca de 5 milhões de doses aplicadas, entre D1 e D2 e, além do aumento na velocidade na vacinação, há um cenário de relaxamento da pressão sobre o sistema de saúde, com a consequente diminuição da demanda de UTI Covid.
“Nós estamos trazendo mudanças importantes na Matriz de Risco, adaptando ao nosso cenário atual. O novo modelo passou por testes durante todo este mês e demonstrou que as modificações trazem aprimoramentos ao nosso sistema”, afirma o governador Carlos Moisés.
“São 17 meses nesse enfrentamento à pandemia, nós aprendemos muito nesse processo, um deles é evolução na Matriz. Ela agora traz outras prioridades que definem melhor o cenário do momento, o vírus mudou, o impacto da doença na sociedade mudou e a gente tem que se adaptar a essa necessidade para que possamos avançar ainda mais nesse enfrentamento”, ressalta o secretário de Estado Saúde, André Motta Ribeiro. “Nós continuaremos adaptando a matriz conforme a evolução da pandemia”, aponta.
A cientista de dados da SES, Bianca Vieira, explica que a mudança de cenários constantes na pandemia torna necessários os ajustes. “As análises de dados que afetam o gerenciamento de riscos devem estar em constante revisão, atentas aos cenários em questão. Toda análise de inteligência estratégica para tomada de decisão deve esperar o momento adequado para ajustes”, afirma. “O momento atual pandêmico possui influência de uma nova variável fundamental, a vacinação”, conclui.
A Matriz, criada em julho de 2020, passa pela 4ª edição de dados de indicadores. A ferramenta visa avaliar o risco potencial de 16 regiões de saúde, a fim de orientar a regionalização e descentralização das ações relacionadas à contenção da pandemia em Santa Catarina.

 

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