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Judiciário catarinense alerta para o momento de alto risco de transmissão de dengue em SC

Estado – O Poder Judiciário de Santa Catarina (PJSC) reforça o alerta para o momento de alto risco de transmissão de dengue no Estado.

Conforme boletim atualizado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive/SC), já são 45 municípios catarinenses com alto risco de transmissão da doença.

Só em Concórdia já são quase 2.300 casos confirmados da doença. Seara e Itá que também ficam na mesma região já ultrapassaram a marca de mil casos em 2022.

Já em Florianópolis, desde o início do ano foram registrados 3,8 mil focos do mosquito Aedes aegypti, e mais de 500 pessoas estão infectadas pela dengue. Dos 63 bairros da capital, 45 são considerados infestados. Em Joinville, a lista de casos de dengue confirmados já passa de 1,8 mil desde janeiro. Nesta terça (19/4), a Secretaria da Saúde do município confirmou o primeiro óbito em decorrência de dengue na cidade em 2022.

Para auxiliar no combate à dengue, a Diretoria de Saúde do PJSC orienta sobre como cada um de nós deve agir:

O QUE É: doença viral transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti.

COMO SABER SE ESTÁ COM DENGUE: normalmente os sintomas iniciam com febre alta (39º a 40º), podendo vir acompanhada por dor de cabeça, fadiga, náuseas, vômitos, vermelhidão e coceira na pele, além de dores musculares e articulares. Nos casos graves, há hemorragia intensa e choque hipovolêmico (quando uma pessoa perde mais que 20% do sangue corporal), que pode ser fatal.

CUIDADOS IMEDIATOS: considerando que o momento é de alto risco em muitos municípios do Estado, procure adotar medidas preventivas imediatas:

– Se você apresentar sinais de virose, considere a possibilidade de ser dengue devido ao momento de alto risco de transmissão da doença no Estado.

– Evite ficar ao ar livre em áreas consideradas infestadas.

– Tenha especial atenção nos períodos de maior atividade do mosquito Aedes aegypti (entre 7h30 e 10h; entre 15h30 e 19h).

– Faça uso regular de repelentes quando estiver ao ar livre.

– Caso a exposição em locais de infestação seja inevitável, dê atenção também ao uso de roupas grossas, compridas e que garantam maior proteção contra o mosquito.

ATENÇÃO!: os sintomas da dengue podem variar desde quadros assintomáticos a graves, mas de maneira geral os principais sintomas são bastante semelhantes a outros quadros virais. Para que os sintomas não sejam confundidos, diagnosticar a dengue é muito importante a fim de evitar e manejar precocemente as complicações que podem colocar em risco a vida.

– Se não houver indicação médica, não faça uso por conta própria de anti-inflamatórios, especialmente AAS, frequentemente presente em formulações antigripais e para dor de cabeça, mas que aumentam o risco de sangramento, podendo levar a complicações graves.

– Se persistirem os sintomas, procure assistência médica para fazer o diagnóstico e tratamento precoce das possíveis complicações após o quadro inicial.

– Informe a Vigilância Sanitária para que sejam tomados os cuidados necessários por parte da saúde pública. Entretanto, a principal prevenção está no controle da infestação causada pelo mosquito. Esta ação requer consciência da população para eliminar os focos de água parada onde se concentra o vetor, como recipientes, objetos e plantas entre outros, localizados em área externa e funcionando como reservatório para a procriação do mosquito.

Confira na seção Dicas de Saúde outras orientações e cuidados em relação ao Aedes aegypti.

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