Concórdia – A Associação Empresarial de Concórdia (ACIC) divulgou nota oficial manifestando preocupação com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) em tramitação no Senado Federal que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho sem redução salarial.
De acordo com a entidade, a medida representa uma mudança estrutural com forte impacto sobre os custos das empresas, sem que, até o momento, tenham sido apresentados estudos técnicos consistentes ou promovido diálogo efetivo com o setor produtivo.
Para a ACIC, trata-se de uma decisão que pode afetar diretamente a competitividade, os investimentos e a manutenção dos empregos formais.

A associação defende a modernização das relações de trabalho, destacando que modernizar significa ampliar a liberdade de negociação, e não restringi-la. Conforme a nota, a imposição de um modelo único e rígido de jornada desconsidera a diversidade dos setores econômicos e as diferentes realidades enfrentadas pelas empresas.
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A entidade sustenta que empregadores e trabalhadores devem ter autonomia para negociar acordos equilibrados, que atendam às necessidades de ambas as partes.
A ACIC também ressalta que o setor produtivo já enfrenta elevada carga tributária e os desafios decorrentes da reforma tributária. Na avaliação da entidade, a criação de novos custos obrigatórios, sem medidas de compensação ou período de transição, pode ampliar a insegurança econômica e pressionar toda a cadeia produtiva, com reflexos nos preços, na inflação, no poder de compra da população e na geração de empregos.
A nota é assinada pelo presidente da ACIC, Claudiomiro Vieira, pelo 1º vice-presidente Roberto Luis Canesso e pelo 2º vice-presidente Edson Argenton.





