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Advogado de Concórdia teria movimentado cifras milionárias, aponta investigação do GAECO

Concórdia – Na semana passada, uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) resultou na prisão de um grupo de advogados que atuava nas cidades de Joaçaba, Capinzal, Piratuba e Água Doce. Entre os detidos, está um advogado natural de Concórdia, que havia se estabelecido em Joaçaba nos últimos anos.

O advogado concordiense foi preso e encaminhado ao Presídio Regional de Joaçaba. Sua esposa, uma servidora pública, também foi detida. As investigações revelam que o casal movimentou somas suspeitas que totalizam pelo menos R$ 5 milhões entre 2020 e 2023, período da investigação.

De acordo com documentos obtidos com exclusividade pelo jornalismo da Atual FM, as prisões e mandados de busca foram autorizados com base em evidências de que a esposa do advogado estaria envolvida em um esquema de lavagem de dinheiro vinculado à organização criminosa Primeiro Grupo Catarinense (PGC). Os registros bancários indicam transferências financeiras para familiares de alguns presos, reforçando as suspeitas de conluio.

Como resultado das investigações, o registro profissional do advogado natural de Concórdia foi suspenso por determinação judicial. Ele permanece detido no Presídio de Joaçaba enquanto aguarda os desdobramentos do processo.

Além do casal, outras duas advogadas também foram implicadas na investigação. Ambas tiveram seus registros suspensos pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e estão proibidas de se aproximar das unidades prisionais do Estado, devendo manter uma distância mínima de 300 metros.

DEFESA DOS ENVOLVIDOS

O advogado Marco Alencar de Joaçaba está acompanhando os desdobramentos do processo e disse que o seu cliente, advogado natural de Concórdia, nega qualquer envolvimento com o crime organizado. Além disso, já ingressou com demandas judiciais para que o advogado de Concórdia deixe o presídio para responder o processo em liberdade.

Um habeas corpus deve ser julgado nas próximas horas. Também está sob análise um pedido para que o advogado seja encaminhado para uma cela especial, ou seja, não fique no Presídio de Joaçaba entre os presos. Nesse caso, ele poderia ficar detido em uma unidade da Polícia Militar, por exemplo.

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